Qual país herdará a vaga se o Irã ficar fora da Copa do Mundo?
7 Mar, 2026
"Não é difícil imaginar que, com uma canetada, Trump bloqueie o Irã para a Copa", diz especialista A consequência imediata da guerra no Oriente Médio para a Copa do Mundo é saber se o Irã irá ou não participar da competição. Crédito: Marcel Rizzo | TV Estadão A possibilidade do Irã ficar fora da Copa do Mundo , que terá início em pouco mais de três meses, faz com que, nos bastidores, federações se movimentem por uma vaga que ainda não existe. O assunto é tratado com cautela e, para a Fifa , a manutenção dos iranianos é o ideal, apesar de a guerra no Oriente Médio tornar a situação imprevisível. Se os ataques dos Estados Unidos e de Israel persistirem por muito tempo, com revide do Irã contra outras nações que disputarão o Mundial, como Catar e Arábia Saudita, dois cenários se abrem. Estadão Esportes lança canal no YouTube. Inscreva-se e veja o melhor da opinião, bastidores e entrevistas do universo esportivo Copa do Mundo testa neutralidade da Fifa após ataque dos EUA ao Irã PUBLICIDADE O primeiro, mais improvável, é uma “canetada” do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump , proibindo a entrada da delegação iraniana no país. Isso geraria um raro problema diplomático para a Fifa: o de uma sede intervindo na organização de uma Copa. Poucas pessoas acreditam que isso possa acontecer. No segundo cenário, considerado possível, o Irã boicotaria a competição, mesmo sujeito a multa milionária e a uma longa suspensão. Isso abriria um lugar que, segundo o regulamento, a Fifa pode dar a quem bem entender. No Mundial de Clubes do ano passado, o León, do México, foi proibido de participar porque pertencia ao mesmo grupo dono do Pachuca, também classificado. O time foi retirado do torneio, e a Fifa decidiu criar um confronto para escolher o substituto. O LA FC, vice-campeão na edição que o León conquistou, venceu o América do México, clube mais popular do país e ligado à gigante de telecomunicações Televisa. Ambos são filiados à Concacaf, a mesma confederação do León. Publicidade Para a Copa, dar a vaga do Irã a outra seleção da Confederação Asiática é a solução natural. O Iraque disputa, no fim de março, a repescagem mundial, no México. Enfrentará, em jogo decisivo, o vencedor de Bolívia e Suriname. Se perder, se transformaria na principal opção. Se os iraquianos ganharem, os Emirados Árabes Unidos sobem na fila como o melhor asiático das Eliminatórias fora da Copa. Como a regra dá à Fifa o direito de fazer o que quiser, e não necessariamente substituir o Irã por outro asiático, uma segunda possibilidade poderia aparecer: classificar quem perder para o Iraque no playoff, Bolívia ou Suriname. Isso não afetaria a isonomia na divisão de continentes por grupos, já que no Grupo G há um europeu, a Bélgica, um africano, o Egito, e a Nova Zelândia, da Oceania. O sistema usado seria o conhecido como “lucky loser”, o perdedor sortudo, usado principalmente em torneios de tênis quando um atleta é derrotado no qualificatório, mas consegue uma vaga na chave principal após a desistência de um concorrente.