Bolsonaro pede ao STF visitas periódicas de Rogério Marinho na prisão
12 Mar, 2026
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorização para que o senador Rogério Marinho (PL-RN) possa realizar visitas periódicas ao ex-mandatário na prisão.Bolsonaro cumpre pena na Papudinha, em Brasília, após condenação por tentativa de golpe de Estado.No pedido apresentado nesta quinta-feira (12), os advogados solicitam que Marinho seja autorizado a visitar o ex-presidente dentro das regras já estabelecidas pela execução penal, às quartas-feiras, entre 8h e 10h, sem necessidade de novas autorizações judiciais a cada encontro. Leia Mais STF valida nacionalidade brasileira a filhos adotivos nascidos no exterior Chanceler vê risco de ingerência dos EUA em visita de assessor a Bolsonaro Vorcaro expandiu patrimônio em R$ 1,2 bilhão e dívidas em 362% em um ano Segundo a defesa, a medida não altera as condições atualmente impostas pelo Supremo e tem como objetivo apenas evitar a apresentação de pedidos individuais para cada visita.“A medida visa apenas permitir a realização de encontros periódicos dentro das condições já estabelecidas, evitando-se a necessidade de sucessivos requerimentos específicos para cada ocasião”, afirmam os advogado.O pedido foi encaminhado a Moraes, que deverá decidir se autoriza ou não a inclusão do senador entre os visitantes autorizados de forma regular.Bolsonaro aguarda visita de assessor de TrumpO pedido desta quinta-feira ocorre enquanto o ex-presidente também aguarda decisão do ministro sobre a autorização para a visita de Darren Beattie, assessor do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.Em manifestação enviada ao STF, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que a eventual visita de Beattie ao ex-presidente na prisão pode representar risco de ingerência estrangeira em assuntos internos do Brasil.“A visita de um funcionário de Estado estrangeiro a um ex-Presidente da República em ano eleitoral pode configurar indevida ingerência nos assuntos internos do Estado brasileiro”, afirmou Mauro Vieira.Mais cedo, o ministro havia determinado que o Itamaraty enviasse informações à Corte sobre a existência de agenda diplomática de Darren Beattie, funcionário do Departamento de Estado americano, no Brasil.