BA: Latifundiários no Oeste baiano financiaram grupo paramilitar com R$ 15 milhões

admin
14 Mar, 2026
Carlos Erlani Gonçalves dos Santos, sargento aposentado da Polícia Militar da Bahia, foi preso na manhã do dia 2 de março acusado de liderar grupos paramilitares, lavagem de dinheiro e grilagem para o latifúndio. A Investigação foi conduzida pelo Ministério Público da Bahia.Documentos do relatório expostos no início deste mês revelam que Carlos recebeu entre agosto de 2021 e abril de 2024, valores estimados na casa de R$15 milhões de negócios ligados a latifundiários dos municípios de Correntina e outros municípios do Oeste Baiano.De acordo com as investigações, os maiores repasses ligados ao latifúndio advinham de três empresas, uma ligada ao Grupo SEB, outra que já era investigada por um esquema de grilagem de terras e um grupo empresarial conhecido pela produção de batata inglesa.A primeira prisão de Carlos ocorreu na “Operação Terra Justa” em 23 de Dezembro de 2025, de forma preventiva. Carlos já era investigado há mais de uma década por liderar grupos paramilitares, que cooperavam com o latifúndio. Mesmo com a prisão já ocorrendo de forma bem tardia considerando a atuação dos grupos de Carlos, a revelação sobre seu “patrocínio” só foi exposta mais de três meses depois, com as empresas ligada aos latifundiários negando qualquer associação, mesmo com amplas evidências e provas que remontam há anos. O sargento possuía movimentações bancárias que teriam ultrapassado valores de R$ 29 milhões, ou seja, os outros R$ 14 milhões tem um valor até agora desconhecido e de acordo com o relatório da própria GAECO, foram utilizados para “negociações de armamento pesado” para a constituição dos grupos paramilitares. Mesmo com vários indícios, ele recebeu liberdade provisória, tendo que ser preso novamente após recurso enviado ao MP-BA. “[...] Ameaças, agressões físicas, destruição de propriedades e expulsão forçada de moradores, utilizando empresas de segurança privada como fachada para encobrir a atuação paramilitar do grupo”, registra a denúncia apurada pelo MPBAO grupo era empregado da forma mais clássica, como “segurança privada” nos grandes latifúndios e atuava como força paramilitar para grilagens. O Oeste Baiano e, assim como todo o estado, é marcado pelos bandos paramilitares “Invasão Zero”, responsáveis pelos assassinatos dos indígenas pataxós durante uma invasão à Terra Indígena (TI) Barra Velha do Monte Pascoal, próximo ao município de Porto Seguro (BA). A pistolagem segue impune no estado, como por exemplo, após o assassinato de Nega Pataxó, o filhote de latifundiário José Eugênio Fernandes Amoedo foi solto, mediante o pagamento de uma fiança de menos de R$ 30 mil. O terror latifundiário na Bahia segue em crescente, com o sul da Bahia sendo o berço e espaço de treino para seus grupos paramilitares e suas ações nefastas contra os povos indígenas, suas terras e os camponeses. O caso mais emblemático recentemente segue sendo o da TI de Comexatibá. O Velho Estado, sob as rédeas do governo oportunista de Jerônimo Rodrigues (PT), também entregou de “presente” 400 mil hectares em 2023, na mesma região de Correntina, para os mesmos grileiros que estão sendo presos e investigados. É uma tática de “afagar e punir”, manter os latifundiários contentes com financiamentos bilionários, concessões para a grilagem e liberdades para suas ações criminosas, porém, agir contra alguns que acabam “passando do limite” delineado nos acordos, para assim acenar para as bases em tempos de farsa eleitoral. Combo “Revolução Chinesa 2”Combo que engloba as obras “Citações do Presidente Mao Tsetung” + “A Carta Chinesa” + Camiseta “O Grande Timoneiro”.Em ocasião do 132o natalício do President...lojadoand.com.br