Taurus vê fim do impacto das tarifas dos EUA: ‘Nossa guerra acabou’
25 Mar, 2026
Taurus vê fim do impacto das tarifas dos EUA: ‘Nossa guerra acabou’ Decisão da Suprema Corte americana, que considerou ilegais as tarifas de Donald Trump, abriu caminho para a fabricante brasileira de armas ser reembolsada pelo Tesouro americano, diz o comando Por Adriana Peraita, Valor — São Paulo A tarifa de 10% imposta pelos Estados Unidos sobre exportações deve ter efeito praticamente nulo sobre a Taurus diante da taxa de 50% que vinha sendo cobrada antes, disse Salesio Nuhs, diretor-presidente da fabricante de armas, em teleconferência sobre os resultados de 2025. “A nossa guerra acabou”, disse ele, nesta quarta-feira (25), referindo-se ao fim do tarifaço que pesou sobre os resultados da empresa ano passado. Confira os resultados e indicadores da Taurus e das demais companhias de capital aberto no portal Valor Empresas 360 A nova alíquota de 10%, segundo ele, foi compensada pelo aumento de 7% nos preços praticados pela empresa nos EUA. A Taurus teve prejuízo líquido de R$ 65,6 milhões no quarto trimestre, comparado ao lucro de R$ 40,5 milhões no mesmo período do ano anterior. Nos doze meses de 2025, o lucro foi de R$ 17,7 milhões, 77% menor do que o apurado em 2024. Reembolso de tarifas A companhia também pretende reaver US$ 18 milhões que foram pagos em tarifas adicionais no ano passado e no início de 2026. A decisão da Suprema Corte americana, que considerou ilegais as tarifas impostas sob a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, abriu a possibilidade de as empresas afetadas serem reembolsadas pelo Tesouro americano. Isso pode reforçar o caixa da Taurus neste ano, disse o diretor-financeiro, Sergio Sgrillo Filho. A direção ainda destacou que a empresa entra em 2026 com uma estrutura de custos que teve de ser “otimizada” pelo cenário anterior de tarifas e com uma perspectiva positiva para outros mercados internacionais, especialmente no segmento militar. As exportações para países que não os Estados Unidos cresceram 26,3% no último trimestre, na base anual. Esse cenário deve reforçar o lucro antes juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) e derrubar a alavancagem financeira, hoje em 5,4 vezes, para algo entre 2 e 2,5 vezes no fim deste ano, de acordo com Sgrillo. Conheça o Valor One Acompanhe os mercados com nossas ferramentas