Chegou o dia: Itália encara Bósnia para voltar à Copa após 12 anos
31 Mar, 2026
Chegou o dia: Itália encara Bósnia para voltar à Copa após 12 anos Azzurra deve enfrentar ambiente hostil em partida decisiva em Zenica A Itália vai a campo nesta terça-feira (31) contra a Bósnia e Herzegovina para a partida decisiva na disputa por uma vaga na Copa do Mundo, que não vê a presença da Azzurra, tetracampeã do torneio, desde 2014, no Brasil. Após o fiasco das derrotas na repescagem das eliminatórias de 2018, para a Suécia, e de 2022, para a Macedônia do Norte, a seleção italiana terá diante de si uma equipe de pouca tradição, com apenas uma participação em Mundial no currículo, mas que aposta em um estádio acanhado e um ambiente hostil para superar uma das camisas mais pesadas do futebol. A partida será realizada a partir das 15h45, em Zenica, em um campo para cerca de 9 mil torcedores espalhados por pequenas arquibancadas coladas ao gramado, sob frio intenso e possível chuva. "Seremos 60 milhões de italianos em campo com os 11 jogadores", garantiu nesta terça o ministro do Esporte da Itália, Andrea Abodi, dando o tom da expectativa no país pelo retorno da Azzurra à Copa após 12 anos de ausência, com uma geração inteira de crianças e adolescentes que nunca viram a "nazionale" no Mundial. A Itália ficou em segundo lugar no Grupo I das Eliminatórias da Uefa, com 18 pontos e seis vitórias em oito partidas, todas elas contra Israel, Estônia e Moldávia. Mas os tetracampeões acabaram relegados à repescagem após perder duas vezes para a Noruega, com placar agregado de 7 a 1 a favor de Haaland e companhia. Já a Bósnia ficou em segundo no Grupo H, com 17 pontos, atrás apenas da Áustria, com 19. Em sua campanha, a seleção balcânica venceu duas vezes Romênia e San Marino, ganhou uma e empatou outra contra o Chipre e empatou uma e perdeu outra para os austríacos. Nas semifinais da repescagem, a Azzurra bateu a Irlanda do Norte em casa por 2 a 0, enquanto a Bósnia derrotou País de Gales nos pênaltis, em Cardiff, resultado comemorado por alguns jogadores italianos na última quinta-feira (26), como o ala Federico Dimarco, que negou desrespeito com os adversários. "Minha comemoração foi instintiva, estávamos entre companheiros e amigos e somos pessoas de bem", disse o destaque da Internazionale de Milão em coletiva de imprensa no último fim de semana. "Já ouvi pessoas nos chamarem de arrogantes, mas que direito temos de ser, considerando que não conseguimos nos classificar para duas Copas do Mundo?", acrescentou Dimarco. Outra polêmica surgiu na segunda (30), quando um segurança da seleção do leste europeu surpreendeu um italiano filmando um treinamento fechado da equipe. A imprensa local falou em "espionagem", porém o homem alegou que estava apenas curioso e que agiu por conta própria. No lado da Bósnia, a principal esperança de gols é o experiente centroavante Edin Dzeko, de 40 anos e com longa passagem pelo futebol italiano, enquanto a Azzurra aposta no talento de Barella e Tonali no meio de campo para abastecer a dupla formada por Moise Kean e Mateo Retegui. .