Alta da influenza A pressiona sistema de saúde e amplia risco de casos graves no país
4 Apr, 2026
O avanço da influenza A no Brasil tem provocado aumento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e colocado a maioria dos estados em situação de alerta. Os dados constam no mais recente boletim InfoGripe, divulgado pela Fiocruz, com base em registros atualizados até o fim de março. Segundo o levantamento, estados das regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste apresentam níveis elevados de circulação viral, com tendência de crescimento. O cenário indica maior pressão sobre o sistema de saúde, especialmente em períodos que antecedem o inverno, quando há aumento natural das doenças respiratórias. Além da influenza A, outros vírus contribuem para o agravamento do quadro epidemiológico no país, como o vírus sincicial respiratório (VSR) e o rinovírus. Juntos, esses agentes têm sido responsáveis por grande parte das internações por complicações respiratórias. 📊 Distribuição recente dos vírus Nas últimas semanas, a influenza A aparece como um dos principais agentes entre os casos graves e também entre os óbitos registrados, seguida por rinovírus e Covid-19. Vacinação ganha papel central Especialistas destacam que a imunização é a principal estratégia para reduzir hospitalizações e mortes. A recomendação é que os grupos prioritários atualizem a caderneta de vacinação o quanto antes. A campanha nacional contra a gripe, coordenada pelo Ministério da Saúde, já está em andamento em grande parte do país e segue até o fim de maio. A vacina oferecida pelo SUS protege contra os principais subtipos da influenza, incluindo H1N1 e H3N2. Devem procurar as Unidades Básicas de Saúde (UBS): • Crianças pequenas • Idosos • Gestantes e puérperas • Profissionais da saúde e educação • Pessoas com doenças crônicas Outros grupos também estão incluídos na estratégia, como trabalhadores do transporte, forças de segurança, população em situação de rua e pessoas privadas de liberdade. Crescimento desigual entre estados Apesar de alguns estados apresentarem sinais de estabilização ou queda, como Pará, Ceará e Pernambuco, o aumento de casos ainda predomina em grande parte do Nordeste — incluindo o Maranhão — e em todo o Sudeste. O VSR segue em expansão em estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, enquanto o rinovírus mantém alta em diferentes regiões, ampliando o número de atendimentos e internações. Prevenção além da vacina Diante do cenário, autoridades de saúde recomendam medidas adicionais para conter a transmissão: uso de máscaras em ambientes fechados, higienização frequente das mãos e isolamento em caso de sintomas gripais. O alerta é claro: com a circulação simultânea de diferentes vírus respiratórios, a atenção deve ser redobrada, principalmente entre os grupos mais vulneráveis.