Justiça de SP solta um dos suspeitos de roubo de obras de biblioteca

admin
7 Apr, 2026
Resumo A Justiça de São Paulo determinou ontem a soltura de Luiz Carlos Nascimento, investigado por suposto apoio logístico ao roubo de 13 gravuras da Biblioteca Mário de Andrade, no centro da capital paulista. O que aconteceu Luiz Carlos Nascimento deixou o Centro de Detenção Provisória do Belenzinho por volta de 19h15 de ontem. A Justiça entendeu que ele não oferece risco à investigação nem à sociedade. A soltura foi determinada em caráter liminar. A reportagem não conseguiu localizar a defesa de Nascimento. A investigação aponta Luiz Carlos como suspeito de dar apoio logístico ao assalto. Ele foi identificado após aparecer em imagens de câmeras em ruas do Glicério, na região central de São Paulo. Nas gravações do sistema Smart Sampa, ele conversa com Gabriel Rodrigues de Melo, o Gargamel, apontado pela polícia como um dos envolvidos no roubo. Como foi o roubo O crime ocorreu no fim da manhã de 7 de dezembro, no último dia de uma exposição montada na biblioteca. Dois homens armados entraram no local por volta das 10h, renderam uma vigilante e um casal de idosos que visitava a mostra e fugiram com as gravuras em uma sacola de lona. Ninguém ficou ferido. Foram levadas 13 obras de arte avaliadas em R$ 1,325 milhão. O conjunto inclui oito gravuras da série "Jazz", de Henri Matisse, e cinco gravuras de Candido Portinari, da obra "Menino de Engenho", que integravam a exposição "Do livro ao museu: MAM São Paulo e a Biblioteca Mário de Andrade", realizada em parceria com o Museu de Arte Moderna de São Paulo. O caso já teve ao menos três prisões e segue em investigação. Felipe dos Santos Fernandes Quadra e Luís Carlos Nascimento foram detidos após o crime. Depois, Cícera de Oliveira Santos também foi presa sob suspeita de esconder as gravuras, segundo a Folha de S.Paulo. Gabriel Pereira, apontado como idealizador do roubo, segue foragido, e as obras ainda não foram recuperadas.