Ex-assessor é condenado por golpes após filho de Lula acionar a polícia

admin
8 Apr, 2026
Ex-assessor é condenado por golpes após filho de Lula acionar a polícia Resumo A Justiça paulista condenou Aroldo Souza da Silva, de 46 anos, ex-assessor de Marcos Cláudio Lula da Silva, filho do presidente Lula, por crime de estelionato. De acordo com a sentença, Aroldo trabalhava no gabinete de Marcos Cláudio, então vereador em São Bernardo (SP) e prometia facilidades no programa habitacional "Minha Casa, Minha Vida" mediante o pagamento de propina. As investigações começaram em 2016 quando Marcos Cláudio procurou a polícia dizendo que havia recebido informações de que o assessor estava vendendo inscrições para a compra de apartamentos, oferecendo agilidade. Em um dos casos, ele teria cobrado o pagamento de dez parcelas de R$ 788. Ao levar o caso à polícia, Marcos Cláudio, que é psicólogo e foi vereador de 2012 a 2016, disse que havia demitido o assessor e que não existia qualquer possibilidade de facilitação de acesso ao programa. Aroldo foi condenado a uma pena de seis anos e oito meses de prisão em regime semi-aberto, além do pagamento de uma multa. "O acusado induziu múltiplas vítimas em erro mediante promessa falsa de facilitação no programa habitacional, valendo-se de sua vinculação política para conferir credibilidade à fraude", afirmou a juíza Sandra Regina Nostre Marques. Segundo a sentença, ele teria obtido cerca de R$ 35 mil com os golpes contra ao menos sete pessoas. "Ele usou de função pública para enganar as vítimas, as quais eram pessoas simples, que moravam em comunidades da região e que tinham o sonho da casa própria", declarou a magistrada na condenação. Uma das vítimas era ex-companheira de Aroldo, que lhe pagou R$ 5.670 com a promessa de que receberia um apartamento do "Minha Casa, Minha Vida". Ela afirmou à polícia que ele dizia que o dinheiro era para a documentação e o seguro. Desconfiada, ela filmou o pagamento da propina com o seu celular. O ex-assessor, que foi presidente de uma torcida organizada do São Bernardo Futebol Clube, ainda pode recorrer da decisão. À Justiça, ele disse que nunca usou o nome do filho de Lula e que entregava os valores para Eliane e Carlos, "pessoas que havia conhecido" na Câmara Municipal de São Bernardo. Ele afirmou que essas pessoas diziam trabalhar no programa habitacional e que o dinheiro seria destinado a uma frente de trabalho para a construção dos imóveis. Aroldo disse à Justiça que, ao "perceber os prejuízos causados" às vítimas, passou a ressarci-las. Disse que vendera o único imóvel que possuía com esse objetivo. Ele declarou que não teve a intenção de obter vantagem ilícita. Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.