BN na Copa: Sem Itália de novo, Europa chega com favoritos destacados e surpresas no radar
11 Apr, 2026
Seguindo o “esquenta” para a Copa do Mundo de 2026, que começa no dia 11 de junho, o Bahia Notícias volta as atenções para a Europa. O continente, que reúne 12 títulos das 22 Copas já disputadas na história, traz favoritos destacados como França e Espanha, fortes candidatos como Portugal e Inglaterra, além de camisas pesadas como Alemanha e Holanda. Além disso, uma emergente Noruega aparece como possível surpresa, embalada por uma campanha que incluiu goleadas sobre a ausente Itália nas Eliminatórias. E sim, a Itália novamente não estará na Copa. Dona de quatro títulos mundiais e segunda maior campeã da história ao lado da Alemanha, atrás apenas do pentacampeão Brasil, a Azzurra ficará fora do Mundial pela terceira vez consecutiva. A nova tristeza italiana veio de forma dramática, na repescagem disputada em Zenica, na Bósnia, com eliminação nos pênaltis para o time da casa. Na prática, o último jogo de mata-mata da Itália em Copas do Mundo ainda é a final de 2006, quando a geração de Buffon, Cannavaro, Totti, Del Piero e Pirlo levantou a taça diante da França. Assim, o jejum italiano pode chegar a 16 anos em 2030, caso a equipe confirme presença na edição que terá como sedes principais Espanha, Portugal e Marrocos. Mas, enquanto uma gigante histórica fica pelo caminho, outras história são escritas. Entre elas, a já citada Noruega, que teve papel direto na eliminação italiana ao liderar o Grupo I com 100% de aproveitamento em oito jogos. A campanha incluiu duas vitórias marcantes sobre a Itália, um 3 a 0 na ida e um contundente 4 a 1 na volta, em pleno Giuseppe Meazza, em Milão, na última rodada da fase de classificação. Haaland marcou dois na vitória da Noruega por 4 a 1 diante da Itália nas Eliminatórias | Foto: Reprodução/X/@Azzurri AS CLASSIFICADAS Ao fim das Eliminatórias, 16 seleções europeias se classificaram para a Copa do Mundo de 2026: Alemanha, Suíça, Escócia, França, Espanha, Portugal, Holanda, Áustria, Noruega, Bélgica, Inglaterra e Croácia, como primeiros colocados dos seus grupos. Nos jogos finais das repescagens, Bósnia, Suécia, Turquia e Chéquia bateram Itália, Polônia, Kosovo e Dinamarca, respectivamente, e se juntaram aos 48 classificados que irão para os Estados Unidos, México e Canadá. Com 16 vagas, a UEFA lidera o número de seleções de um continente na Copa do Mundo. Depois, aparece a América do Sul, representada pela Conmebol, com 6 participantes, seguida pela África, com 9 seleções da CAF, a Ásia, com 8 representantes da AFC, e a Oceania, com 1 vaga garantida para a OFC. FAVORITAS França e Espanha chegam como os principais nomes entre os europeus. Respaldado por elencos recheados de craques como Kylian Mbappé, Michael Olise e o atual Bola de Ouro Ousmane Dembélé, do lado francês, e Lamine Yamal, Pedri e o Bola de Ouro de 2024, Rodri. FRANÇA Vice-campeã do mundo em 2022 em final dramática contra a Argentina, a França, campeã mundial em 1998 e 2018, vem de nove jogos de invencibilidade, incluindo a derrota por 2 a 1 diante do Brasil na última Data Fifa, em 26 de março. Nas Eliminatórias, vida tranquila para os franceses, que venceram cinco e empataram uma partida para encabeçar um grupo formado por Ucrânia, Islândia e Azerbaijão. A França está no Grupo D, onde estreia contra o Canadá, encara o Marrocos na segunda rodada e fecha a primeira fase diante da Coreia do Sul. ESPANHA Já a Espanha, atual campeã da Euro 2024 e vice-campeã da Liga das Nações de 2025, ostenta uma sequência invicta de 28 jogos. A única “derrota” no período ocorreu justamente na decisão contra Portugal, na Liga das Nações, definida apenas nos pênaltis após empate por 2 a 2 no tempo normal. Comandados pelo técnico Luis de la Fuente, os espanhós, campeões do mundo em 2020, estão no Grupo B, com abertura diante do Japão, confronto direto contra o México e encerramento frente à Costa do Marfim, em um grupo equilibrado, mas com margem para os espanhóis confirmarem o favoritismo. Liderados por Yamal e Mbappé, Espanha e França são as principais favoritas da Europa | Foto: Reprodução/Instagram OUTRAS GRANDES FORÇAS Entre os candidatos que correm logo atrás do principais favoritos, a Europa também tem as forças de Portugal, de Cristiano Ronaldo que chegará à Copa com 41 anos, da tetracampeã Alemanha, em renovação, o forte elenco da Inglaterra, vice-campeã da Eurocopa de 2024, e a Holanda. PORTUGAL Campeão da Liga das Nações de 2025, quando bateu a Espanha nos pênaltis, Portugal conta com a experiência de nomes consagrados como Cristiano Ronaldo, Bruno Fernandes e Bernardo Silva. Nas Eliminatórias, a única derrota foi para Irlanda fora de casa. No Grupo F, o time do técnico espanhol Roberto Martínez estreia contra os Estados Unidos, enfrenta Gana na segunda rodada e fecha a fase inicial diante da Tunísia. INGLATERRA A Inglaterra chega embalada por uma geração talentosa e pelo status de vice-campeã da Euro 2024. O principal nome do “English Team” é o centroavante Harry Kane, artilheiro do Bayern de Munique e um dos destaques da temporada 2025/2026. Ao seu lado, jogadores como Declan Rice e Bukayo Saka, do Arsenal, além de Jude Bellingham, do Real Madrid, elevam o nível técnico da equipe comandada pelo alemão Thomas Tuchel. Campeã do mundo em 1966, a equipe inglesa fez uma campanha perfeita nas Eliminatórias, com oito vitórias em oito partidas, 22 gols marcados e nenhum sofrido. No Grupo C da Copa do Mundo, a Inglaterra estreia diante da Austrália, encara um confronto de peso contra a Argentina na segunda rodada e fecha a fase inicial frente à Nigéria. ALEMANHA Alemanha, tetracampeã mundial, vive um processo de renovação, mas segue como uma das seleções mais tradicionais e competitivas do torneio. Após o título em 2014, o time alemão chega com a missão de mudar a imagem deixada nas duas últimas edições, quando acabou eliminado ainda na fase de grupos nas edições de 2018 e 2022. Com um elenco reformulado e já sem o goleiro Manuel Neuer, aposentado da seleção, a equipe passa a apostar em novos nomes, como Florian Wirtz, do Liverpool, o centroavante Nick Woltemade, do Newcastle, e o jovem Lennart Karl, do Bayern de Munique. Ao mesmo tempo, mantém referências técnicas importantes, como Joshua Kimmich, do Bayern, Antonio Rüdiger, do Real Madrid, e Kai Havertz, do Arsenal, um dos mais experientes do grupo. Nas Eliminatórias, confirmou sua força com uma campanha sólida, somando cinco vitórias e apenas uma derrota, para a Eslováquia. No Grupo E da Copa do Mundo, os alemães terão pela frente Equador, Costa do Marfim e a estreante Curaçao. CROÁCIA Ainda capitaneada pela lenda Luka Modri?, atualmente no Milan, a Croácia chega para a Copa do Mundo respaldada por um histórico recente de peso. A seleção emendou duas campanhas consecutivas entre as quatro melhores do mundo, com o vice-campeonato em 2018 e o terceiro lugar em 2022, quando eliminou a Seleção Brasileira nas quartas de final. Desde a independência, os croatas já somam três pódios em Copas, incluindo também o terceiro lugar em 1998, um retrospecto que reforça a consistência da equipe em torneios de alto nível. Para 2026, o time mantém a base do trabalho de Zlatko Dali?, ainda com lideranças experientes como Ivan Periši?, hoje no PSV, mas cada vez mais sustentado por uma transição geracional. Nesse processo, ganham protagonismo nomes como Joško Gvardiol, do Manchester City, um dos defensores mais valorizados da Europa, e o meio-campista Luka Su?i?, da Real Sociedad, que ajudam a manter o nível técnico e competitivo da equipe. Nas Eliminatórias, o “carrasco do Brasil” confirmou essa força com uma campanha segura, somando sete vitórias e um empate para terminar na liderança do grupo, à frente da Chéquia, que acabou garantindo vaga na Copa via repescagem. HOLANDA Vice-campeã mundial em 1978 e 2010 e terceira colocada em 2014, a Holanda chega embalada após retomar protagonismo recente. Depois de ficar fora da Copa de 2018, a equipe voltou em 2022 e alcançou as quartas de final, sendo eliminada pela Argentina em uma disputa de pênaltis carregada de tensão. Sob o comando de Ronald Koeman, a Laranja vive um momento de consistência. A seleção não perde desde outubro de 2024 e acumula uma sequência de 13 jogos de invencibilidade. Nesse período, a única “queda” veio nos pênaltis, diante da Espanha, nas quartas de final da Liga das Nações de 2025. O elenco combina experiência e renovação, com nomes como Virgil van Dijk, referência do Liverpool, além de Denzel Dumfries, da Inter de Milão, Tijjani Reijnders, do Manchester City, Xavi Simons, do Tottenham, e Cody Gakpo, também do Liverpool. Nas eliminatórias, a campanha reforçou o bom momento: foram seis vitórias e dois empates, desempenho suficiente para liderar o grupo à frente da Polônia, que acabou eliminada na repescagem pela Suécia. A Inglaterra de Harry Kane, Portugal de Cristiano Ronaldo e a Alemanha de Wirtz encabeçam outras fortes candidatas da Europa | Fotos: Reprodução CANDIDATOS A SURPRESA Todo pré-Copa do Mundo tem aquela lista de seleções que entram no radar como possíveis surpresas, as famosas “olho nelas”. NORGUEGA Em 2026, a Noruega aparece com esse status bem sustentado. Embalada por uma geração talentosa liderada por Erling Haaland, do Manchester City, e Martin Ødegaard, do Arsenal, a equipe nórdica chega credenciada, inclusive, por dois resultados de impacto diante da Itália, com vitórias por 3 a 0, em Oslo, e 4 a 1, em Milão. Haaland, aliás, vive mais uma fase impressionante. Aos 25 anos, terminou as Eliminatórias como artilheiro isolado, com 16 gols em apenas oito partidas, números que reforçam o peso ofensivo da seleção. Sob o comando de Ståle Solbakken, a Noruega, que venceu todos os seus oito jogos nas Eliminatórias, volta a disputar uma Copa do Mundo após 28 anos e estará no Grupo I, ao lado da forte França, além de Senegal e Iraque. ÁUSTRIA Não tão badalada quanto a Noruega, a Áustria surge como outra candidata a surpreender. A equipe é comandada pelo experiente Ralf Rangnick e fez uma campanha consistente nas Eliminatórias, fechando a fase de grupos na liderança, com seis vitórias, um empate e apenas uma derrota. A principal concorrente na chave foi a Bósnia, que terminou em segundo antes de cair na repescagem. Mesmo eliminada nas oitavas de final da última Eurocopa, a Áustria deixou boa impressão pelo desempenho coletivo, especialmente pelo meio-campo entrosado, com base no RB Leipzig, formado por Seiwald, Schlager e Baumgartner. O elenco ainda conta com nomes rodados como Sabitzer, do Borussia Dortmund, e Laimer, do Bayern de Munique, peças que agregam experiência e equilíbrio ao time. SUÍÇA Indo para a sexta Copa do Mundo consecutiva, a Suíça chega embalada por uma sequência recente de regularidade em grandes torneios. A seleção europeia alcançou as oitavas de final nas últimas três edições do Mundial, consolidando uma trajetória consistente, ainda que sem grandes saltos rumo às fases decisivas. Para 2026, a campanha nas Eliminatórias reforçou esse perfil competitivo. A equipe comandada por Murat Yakin liderou um grupo com Kosovo, Eslovênia e Suécia, somando quatro vitórias e dois empates. O principal concorrente foi Kosovo, que terminou na segunda colocação, mas sem ameaçar de forma decisiva a liderança suíça. No Mundial, os suíços estarão no Grupo B, ao lado do anfitrião Canadá, além de Bósnia e Catar. A chave, em tese equilibrada, abre espaço para mais uma classificação ao mata-mata, algo que já virou rotina para a equipe. Na Euro 2024, a Suíça voltou a mostrar sua competitividade ao chegar às quartas de final, sendo eliminada pela Inglaterra apenas nos pênaltis, após um confronto equilibrado. Dentro de campo, o time aposta em uma base sólida e experiente. Na defesa, o destaque é Manuel Akanji, peça importante no sistema defensivo. No ataque, Dan Ndoye surge como uma das principais armas ofensivas, representando a renovação do elenco. Áustria, Norguega e Suíça aparecem como candidatas à surpresa da Copa do Mundo de 2026 | Fotos: Reprodução/Instagram VÃO PARA PASSEAR? O ranking de forças do continente europeu para a Copa do Mundo termina com Suécia, Escócia, Bósnia e Herzegovina e Chéquia. SUÉCIA Depois de uma campanha fraca na fase de grupos das Eliminatórias, com dois empates e quatro derrotas, além de apenas quatro gols marcados, a Suécia ainda assim conseguiu se manter viva graças ao desempenho na Liga das Nações, que garantiu a vaga na repescagem. Nessa etapa decisiva, os suecos cresceram, venceram a Ucrânia por 3 a 1 e a Polônia por 3 a 2, carimbando o passaporte para a Copa do Mundo. No elenco comandado pelo inglês Graham Potter, ex-Chelsea, o principal nome é o centroavante Viktor Gyokeres, do Arsenal. O time ainda conta com outras peças de destaque, como Roony Bardghji, do Barcelona, Anthony Elanga, do Newcastle, e Lucas Bergvall, do Tottenham. Na Copa do Mundo, a Suécia integra o Grupo F, ao lado de Tunísia, Holanda e Japão. ESCÓCIA Após 28 anos de ausência, a Escócia volta a disputar uma Copa do Mundo em 2026 e estará no mesmo grupo do Brasil. As seleções se enfrentam na terceira e última rodada do Grupo C, que ainda conta com Haiti e Marrocos. Liderada por Scott McTominay, eleito melhor jogador do Campeonato Italiano 2024/2025 após conquistar o título com o Napoli, a Escócia garantiu vaga no Mundial com uma vitória dramática sobre a Dinamarca na fase de grupos. O triunfo teve como destaque um gol de bicicleta do próprio McTominay, que selou a classificação e deixou os dinamarqueses na repescagem. Sob o comando do técnico Steve Clarke, a seleção venceu quatro dos seis jogos nas Eliminatórias, além de somar um empate e uma derrota. No grupo, além da Dinamarca, Grécia e Belarus também ficaram pelo caminho. BÓSNIA E HERZEGOVINA Protagonista de uma das grandes histórias das Eliminatórias ao eliminar a Itália nos pênaltis, a Bósnia e Herzegovina volta à Copa do Mundo após sua única participação como país independente, em 2014, no Brasil. Ainda tendo como principal referência o experiente centroavante Dzeko, atualmente no Schalke 04 e com passagens por clubes como Manchester City e Roma, a seleção bósnia chegou à repescagem depois de terminar atrás da Áustria por apenas dois pontos. A campanha teve cinco vitórias, dois empates e uma derrota, justamente diante dos austríacos. No Grupo B, a Bósnia estreia contra o anfitrião Canadá e, na sequência, enfrenta Suíça e Catar. REPÚBLICA TCHECA A emoção deu o tom da classificação da República Tcheca para a Copa do Mundo de 2026. Fora das últimas quatro edições e sem disputar o torneio desde 2006, o país, também conhecido como Tchéquia (ou Chéquia), precisou encarar duas decisões por pênaltis para eliminar Irlanda e Dinamarca na repescagem das Eliminatórias. Na fase de grupos, os tchecos terminaram atrás da Croácia, que ficou com a liderança e a vaga direta. Sob o comando de Miroslav Koubek, a seleção tem como principais nomes o atacante Patrik Schick, do Bayer Leverkusen, além de Pavel Šulc, do Lyon, e do meio-campista e capitão Tomáš Sou?ek, do West Ham. Na Copa do Mundo, a República Tcheca terá pela frente Coreia do Sul, África do Sul e México na fase de grupos.