Wolff teme que rivais usem regra nova para acabar com folga da Mercedes

admin
22 Apr, 2026
Wolff teme que rivais usem regra nova para acabar com folga da Mercedes Resumo O prazo para a Federação Internacional de Automobilismo divulgar a lista das fornecedoras de motores de vão poder homologar novamente seus motores ainda nem chegou, e a Mercedes já está pressionando publicamente a entidade para evitar que alguém consiga neutralizar totalmente a vantagem que eles construíram com sua unidade de potência, algo que vem ajudando muito Kimi Antonelli e George Russell a dividirem entre si as poles positions e vitórias neste início de campeonato. Esse sistema se chama ADUO e visa ajudar motores que estejam a pelo menos 2% da performance da melhor unidade de potência. Era para a primeira revisão ser feita após seis corridas, e com o cancelamento das etapas do Bahrein e da Arábia Saudita, a decisão foi pela manutenção da data: após a corrida de Miami, que será realizada dia 3 de maio. Claro que ainda falta computar os dados desta prova, mas as primeiras etapas do ano já deram uma boa ideia às equipes sobre quem terá direito ao ADUO. Para a Mercedes, o grande temor é em relação à Ferrari, sua rival mais próxima neste início de temporada. É provável que os italianos entrem na cota de 4% de rendimento do motor a combustão abaixo da Mercedes, o que daria a eles muito mais dinheiro para desenvolver novidades, tempo de banco de provas e o direito a duas homologações, lembrando que os motores também operam no regime de teto de gastos. Como a Ferrari tem um bom carro e até consegue rivalizar com a Mercedes em determinadas situações mesmo com um motor muito abaixo, o chefe dos alemães, Toto Wolff, fez questão de salientar que o objetivo do ADUO nunca foi mudar o cenário de um campeonato. O princípio do ADUO era permitir que as equipes que estavam em desvantagem em termos de unidade de potência se recuperassem, mas não que ultrapassassem os outros. E precisa ficar muito claro que, quaisquer que sejam as decisões tomadas, qualquer que seja a equipe que receba o ADUO, tal decisão pode ter um grande impacto no desempenho geral e no campeonato, se não for tomada com absoluta precisão, clareza e transparência. É preciso deixar claro que não há espaço para manobras políticas aqui, mas sim que a FIA deve agir com o espírito correto no âmbito da ADUO. E, claro, as equipes terão seus respectivos desempenhos. E, pelo que me parece, há um fabricante de motores com um problema e precisamos ajudar. E todos os outros estão praticamente no mesmo nível. Portanto, eu ficaria muito surpreso e decepcionado se as decisões da dupla causassem qualquer interferência na ordem competitiva atual. Toto Wolff, chefe da Mercedes A mensagem do austríaco é clara: quando ele fala que há um fabricante que precisa de ajuda, está se referindo à Honda, que tem dificuldade até de usar toda a potência de seu motor sem desgastar demais as peças. De fato, o ADUO foi criado para ajudar neste cenário. Foi uma proposta muito defendida por Christian Horner, quando era chefe da Red Bull, e por Mattia Binotto, da Audi. Ironicamente, a Red Bull parece ter feito um trabalho tão bom, que não se tem certeza se eles conseguiriam o ADUO agora em maio. Já a Audi estaria acima dos 2%. O problema da argumentação de Wolff é que existem números estabelecidos e sensores colocados no carro para chegar na conta final. Os engenheiros passaram meses ano passado chegando a um acordo sobre como o ADUO seria medido e implementado. Tudo isso para que não chegasse alguém semanas antes da primeira decisão para começar a argumentar sobre o "espírito" da regra. Ainda mais levando em consideração que a Mercedes saiu vencedora da última discussão sobre o "espírito" da regra, quando a taxa de compressão de seu motor estava sendo discutida. Haverá mudanças na forma de medir essa taxa a partir de junho, mas mesmo os rivais não acreditam que isso fará diferença em termos de competitividade para os líderes do campeonato. Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.