Brasil formaliza adesão a programa da OCDE e amplia presença em pesquisa no setor agropecuário
25 Apr, 2026
247 - O governo brasileiro formalizou nesta sexta-feira (24) a adesão ao Programa de Pesquisa Cooperativa para Agricultura e Sistemas Alimentares Sustentáveis (CRP, na sigla em inglês) da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A iniciativa tem como objetivo ampliar a cooperação internacional em ciência, inovação e sustentabilidade no setor agropecuário. As informações são da CNN Brasil. A entrega da carta de adesão ocorreu em Paris, durante reunião na sede da OCDE, com participação de representantes do governo brasileiro e da organização internacional. O encontro reuniu o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luís Rua, e o embaixador Sarquis J. B. Sarquis, além do secretário-geral adjunto da OCDE, Yasushi Masaki, e da diretora de Comércio e Agricultura, Marion Jansen. A adesão ao programa é resultado de uma articulação conjunta entre o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). A iniciativa ocorre em meio à estratégia do governo de ampliar a participação do Brasil em fóruns internacionais e fortalecer sua atuação na agenda global de agricultura sustentável. Cooperação internacional e pesquisa agropecuária A adesão ao CRP é tratada pelo governo como um movimento de integração do Brasil a redes internacionais de pesquisa voltadas ao desenvolvimento de sistemas alimentares sustentáveis. O país já ocupa posição de destaque na produção de conhecimento agropecuário, com ênfase na agricultura tropical. Nesse cenário, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) é apontada como uma das principais instituições brasileiras no desenvolvimento de tecnologias aplicadas ao campo e referência em inovação no setor. Na prática, a entrada no programa deve facilitar o acesso de pesquisadores brasileiros a uma rede internacional de cooperação científica, com oportunidades de participação em bolsas de pesquisa, conferências, workshops e intercâmbio técnico. Também há expectativa de redução de custos em iniciativas de cooperação internacional, já que o Brasil passará a integrar uma estrutura consolidada de pesquisa dentro da OCDE.