O que acontece se o Palmeiras decidir sair da Libra
1 May, 2026
Resumo O Palmeiras ameaça sair da Libra por discordar do acordo feito pela entidade com o Flamengo, para encerrar a disputa por divisão de dinheiro de TV. Apesar da divergência, a presidente alviverde, Leila Pereira, assinou o acerto. Mas e se o Palmeiras de fato deixar a Libra? O que acontece? Primeiro, para entender o caso, o acordo alinhado entre Libra e Flamengo prevê o pagamento de R$ 150 milhões extras ao clube da Gávea até o final do contrato do Brasileiro com a Globo, em 2029. Foi uma resolução para a disputa em relação à fatia relacionada ao critério de audiência, cerca de 30%, e responsável por algo em torno 300 milhões por ano. O Flamengo foi à Justiça por se sentir prejudicado, o Palmeiras liderava a oposição e a Libra recorreu. Boa parte do dinheiro de todos os clubes foi bloqueado pela Justiça comum e pela Corte Arbitral. A ação vai ser retirada. O Palmeiras tinha ciência das negociações para o acordo, e internamente não se opôs. Mas Leila sempre defendeu que o clube carioca não deveria ter ganhos extras. A impressão de quem conhece a dirigente é de que ela de fato vai deixar a entidade. Mas os efeitos práticos são poucos. Caso saia da Libra, o Palmeiras se manterá vinculado ao contrato com a Globo da Libra. Há assinatura individual dos clubes. Ou seja, o clube continuaria a ter as obrigações e ganhos do acordo. O Alviverde deixaria de ter votos nas questões sobre divisão de dinheiro. Mas a principal pendência era a questão da divisão da fatia de audiência, e isso já foi resolvido. Nenhuma medida pode ser tomada, após uma eventual saída, que represente uma alteração no valor a ser recebido pelo clube no contrato. Assim, o Palmeiras não terá prejuízo no contrato de TV. Haveria, sim, uma economia dos gastos com a gestão da Libra, que tem executivos e uma consultoria contratados. Haveria um prejuízo por não participar da renegociação de contrato com a Globo para tentar melhorar os valores atuais. Mas, se houver ganhos, o clube será incluído. Outro prejuízo seria mais político por não conversar dentro do bloco, mas poderia ser minimizado pelo contexto atual. Mas Leila já participava pouco das reuniões da Libra. Sempre defendeu que a Liga deveria ser feita com a CBF. E as negociações para medidas para o Brasileiro e para construção de uma liga têm sido feitas em fórum com a CBF com os 40 clubes das Séries A e B. Ou seja, o Palmeiras não seria excluído. Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.