F1 estuda mudar horário do GP para driblar a chuva forte no GP de Miami

admin
1 May, 2026
F1 estuda mudar horário do GP para driblar a chuva forte no GP de Miami Resumo A Federação Internacional de Automobilismo está de olho na previsão do tempo para este domingo (3) em Miami e está aberta a adiantar o início da corrida para evitar o risco de uma longa tarde com bandeiras vermelhas. Isso porque há previsão de chuva forte para a corrida, às 17h pelo horário de Brasília. E não é só pela chuva em si: segundo as leis locais, é proibido realizar um evento a céu aberto quando há raios em um perímetro de cerca de 13km ao redor do circuito. Se o intervalo entre o trofão e o raio for de 30s ou menos, nenhuma atividade pode seguir adiante pelos próximos 30 minutos. De momento, a previsão é de que a chuva mais forte comece às 14h locais (15h pelo horário de Brasília). A FIA vai continuar monitorando a situação até o sábado à tarde para definir se será necessário mudar o horário da prova, o que também afeta as demais categorias - Porsche e F2 - que fariam suas corridas antes da F1 no domingo. Pilotos revelam que passaram apuros com carro novo no molhado Ainda que a F1 ainda não tenha tido nenhuma sessão oficial com chuva neste ano, alguns pilotos já tiveram experiência com pista molhada em testes. Pierre Gasly foi um dos que fizeram o shakedown do carro no molhado em Silverstone. É claro que as baixas temperaturas do inverno britânico, em janeiro, não ajudaram, mas o francês descreveu a experiência como a "mais extrema da vida" e disse que era como se precisasse de uma "troca de cueca a cada volta". Lewis Hamilton foi outro que andou com esse carro na chuva - em um teste da Pirelli em Barcelona e outro com a Ferrari em Fiorano - e disse que "não foi divertido". O heptacampeão salientou que falta aderência vinda do pneu de chuva. Mas isso tem a ver com o carro também. Como o modelo de 2026 gera menos pressão aerodinâmica que seu antecessor, é mais difícil colocar temperatura nos pneus. Além disso, o motor atual despeja muito mais potência na saída das curvas, e essa é uma combinação que gera mais instabilidade com pista molhada. A própria pista de Miami também já mostrou no passado ser particularmente complicada com pista molhada. Os pilotos relatam que o asfalto fica brilhando mais que em outros lugares, a água tende a fica empoçada por conta da superfície bem plana, especialmente debaixo das pontes. "Como vimos no ano passado, nas retas, há muita água parada aqui. É uma pista superplana. A água permanece na superfície e, com os muros próximos e a visibilidade que temos com esses carros, certamente será uma preocupação se isso será seguro o suficiente ou não", explicou Carlos Sainz. Por tudo isso, chegou em boa hora um pacote que engloba mudanças quando há condições de baixa aderência: diminuição da quantidade de energia que pode ser utilizada, banimento do uso do botão de boost, um sistema de luzes mais claro para melhorar a visibilidade, o aumento da temperatura dos cobertores de pneus e o uso obrigatório de um nível parcial da asa móvel nas retas. Sainz acha que o pacote não é suficiente e afirmou que vai levar o tema para a reunião dos pilotos que será realizada depois da classificação da sprint, nesta sexta-feira (1) "para que a gente tenha tudo bem claro em nossas mentes, o que devemos esperar e com o que devemos ir para a corrida". Vice-líder do campeonato, George Russell lembrou que desafios como estes fazem parte da Fórmula 1. "Alguém me perguntou antes se há potência demais. No fim das contas, estamos correndo na Fórmula 1, não na Fórmula 4. Precisamos dos carros mais rápidos do mundo." Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.