Maria Ribeiro e Andréa Bisker: Insularidade e Olhar para o Outro

admin
8 May, 2026
Maria Ribeiro e Andréa Bisker Reprodução/Youtube Maria Ribeiro e Andréa Bisker trazem ao Inteligência Orgânica , direto do festival Fronteiras do Pensamento, um diálogo necessário sobre a "era da insularidade", onde a hiperconectividade digital nos condena a uma solidão profunda. Maria, atriz e escritora, expressa o seu desconforto com a espetacularização da infância nas redes sociais, onde momentos íntimos — como o choro de um filho — são transformados em conteúdo mediado por ecrãs em vez de presença real. Referenciando a sua experiência na peça O Filho, ela alerta que a "câmara de selfie" e a necessidade de se ver o tempo inteiro contribuem para o aumento das taxas de depressão e ansiedade entre os jovens. Andréa Bisker, complementa com a sua vivência no Japão, destacando como a cultura de olhar para o "outro" e o letramento da gentileza são antídotos fundamentais contra o narcisismo algorítmico que nos fecha em bolhas. A conversa expande-se para o envelhecimento e o fenômeno da "geração sanduíche" , em que mulheres na maturidade enfrentam o peso emocional e financeiro de sustentar filhos adultos e cuidar de pais idosos simultaneamente. Andréa destaca o poder da "economia prateada" e a urgência de desconstruir o estigma da velhice, enquanto Maria defende a importância de mostrar vulnerabilidade para criar conexões reais e menos idealizadas entre gerações. Ambas concluem que, perante o avanço da inteligência artificial, a resistência humana reside na empatia, na presença física e no ato de "se importar" verdadeiramente com o próximo — uma experiência orgânica vibrante que nenhuma tecnologia divina consegue emular. Assiste ao vídeo completo no YouTube para entenderes como cultivar conexões profundas e navegar nos desafios da maturidade e da maternidade digital.