Baiana entra para grupo seleto de corredores brasileiros após conquistar Mandala Six Star em Boston
8 May, 2026
A ultramaratonista e personal trainer baiana Luise Borges alcançou, nesta temporada, um dos feitos mais cobiçados do atletismo de resistência, a conclusão do circuito Abbott World Marathon Majors. Ao cruzar a linha de chegada em Boston, a atleta recebeu a Six Star Medal, carinhosamente chamada de "mandala", conferida apenas a quem completa as maratonas de Tóquio, Boston, Londres, Berlim, Chicago e Nova York. No Brasil, estima-se que cerca de 700 brasileiros tenham conquistado a mandala, colocando Luise entre menos de 0,05% dos corredores brasileiros. Quando o recorte é feito por gênero, o feito se torna ainda mais seleto, já que historicamente o endurance de longa distância foi um ambiente predominantemente masculino. "Mais do que completar provas, essa conquista representa anos de disciplina, renúncia, constância e amor pelo processo. A corrida transformou a minha vida e me ensinou muito sobre resistência emocional, fé e persistência. Cruzar a linha de chegada em Boston foi entender que todo esforço valeu a pena", afirma Luise. Considerada uma das provas mais simbólicas e difíceis do circuito, a Maratona de Boston é também a mais antiga entre as Majors. Fundada em 1897, a prova exige índice classificatório oficial, o chamado Boston Qualifier (BQ), para a maior parte dos participantes, tornando a participação um feito antes mesmo da largada. "Boston tem uma energia diferente. Você sente o peso da história, da tradição e da importância daquela prova para o universo da corrida. Fechar a mandala ali tornou tudo ainda mais especial", destaca a atleta. Com dez maratonas concluídas e uma ultramaratona de 52 quilômetros no currículo, Luise vem consolidando sua trajetória não apenas como atleta, mas também como referência em performance, prevenção e longevidade esportiva. Em Salvador, ela lidera o BORJ — Centro de Treinamento & Performance, espaço voltado para treinamento integrado, corrida, mobilidade e fortalecimento físico. "Eu nunca enxerguei a corrida apenas como performance. Para mim, ela sempre foi sobre construção, saúde e permanência. Sobre preparar o corpo e a mente para viver melhor. A mandala chega como símbolo de tudo isso", conclui Luise.