Samsung Odyssey OLED G9: 49 polegadas de OLED que vai mudar como você usa o computador
9 May, 2026
Samsung Odyssey OLED G9: 49 polegadas de OLED que vai mudar como você usa o computador A Samsung fez um monitor tão bom que até a única entrada HDMI é perdoável Tem produtos que você olha pela primeira vez e já sente que vai ser difícil voltar para o que tinha antes. O Samsung Odyssey OLED G9 é um desses. Antes de falar da tela, preciso falar do suporte. Ele tem aquele visual de nave espacial que a Samsung gosta de usar nos Odyssey, e funciona de verdade: dá para ajustar a altura, a inclinação, e o monitor fica firme sem nenhum balanço. É importante falar dele primeiro já que é um detalhe que você nota nos primeiros cinco minutos e depois esquece porque se torna parte natural do setup. O que é, em resumo, exatamente o que um bom design deve fazer. Mas o design do suporte é quase um detalhe secundário quando você liga o monitor. A tela tem 49 polegadas, com curvatura 1800R e proporção 32:9. Isso já seria suficiente para impressionar. Mas a Samsung foi além e colocou um painel OLED aqui, com resolução DQHD de 5.120 x 1.440 pixels, taxa de atualização de até 240Hz e tempo de resposta de 0,03ms. E aí a coisa fica séria. OLED é OLED. Esse contraste absurdo de 1.000.000:1, o preto que é de fato preto porque o pixel simplesmente apaga, a cobertura de 99% do espaço de cor DCI (CIE1976) com suporte a até 1 bilhão de cores. Tudo isso junto faz com que qualquer coisa que você coloque nessa tela pareça... diferente. Mais real. Mais presente. O monitor ainda tem certificação VESA DisplayHDR True Black 400, suporte a HDR10+ e HDR10+ Gaming, o que faz diferença especialmente em games e filmes que sabem se aproveitar dessas tecnologias. Falando em jogos: é uma experiência ridícula, no bom sentido. A combinação de 240Hz com 0,03ms de resposta e FreeSync Premium Pro (com compatibilidade G-Sync) praticamente elimina qualquer artefato visual. Jogar num OLED de 49 polegadas com curvatura que abraça seu campo de visão é o tipo de coisa que faz você olhar para o seu monitor de 27 polegadas e sentir uma tristeza genuína. E surpreendendo absolutamente ninguém, a tela também é excelente para trabalhar. A resolução DQHD dá espaço de sobra para ter várias janelas abertas lado a lado, o que transforma o G9 numa estação de trabalho por si só. Dependendo de como você se posiciona em relação ao monitor, ele também funciona muito bem para assistir alguma coisa, embora a proporção 32:9 seja um pouco estranha para conteúdo em 16:9 sem ajustar o tamanho de imagem manualmente. O monitor ainda tem alto-falantes internos de 5W x 2 canais, o que é uma adição bem-vinda para quem não quer investir em caixas de som agora. Não são os melhores alto-falantes que você vai ouvir na vida, mas funcionam, e para chamadas e uso casual cumprem o papel. A reclamação que tenho é pontual, mas válida: só tem uma entrada HDMI 2.1. Para um monitor nesse nível de preço, é uma limitação irritante. Tem também uma DisplayPort 1.4, uma Micro HDMI 2.1 e três USBs, mas se você tem dois consoles, por exemplo, vai precisar de um switcher ou vai ficar trocando o cabo. O preço oficial é de R$ 10.000, o que não é pouco. Mas dá para encontrar um valor mais em conta em lojas online se você garimpar bem. É um investimento alto, sem dúvida. Só que depois de alguns dias usando, fica difícil argumentar que não valeu. Inscreva-se no canal do IGN Brasil no YouTube e visite as nossas páginas no Facebook, Twitter, Threads, Bluesky, Instagram e Twitch!