Michael Levitt, ganhador do Nobel de Química, concede entrevista ao CMG
9 May, 2026
CGTN – O ganhador do Prêmio Nobel de Química, Michael Levitt, concedeu uma entrevista exclusiva ao programa “Leaders Talk”, do Grupo de Mídia da China (CMG). Em 2013, ao lado de dois colegas, Levitt recebeu o Prêmio Nobel de Química por pesquisas sobre “o desenvolvimento de modelos multiescala para sistemas químicos complexos”. Levitt é membro da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos e da Royal Society do Reino Unido, além de reitor honorário do Instituto de Pesquisa Multiescala em Sistemas Complexos da Universidade Fudan. Com cerca de 60 anos de experiência em programação, Levitt continua utilizando diariamente, e de forma intensiva, os principais modelos de inteligência artificial. Segundo ele, a IA não torna as pessoas preguiçosas, mas mais capazes. “Acredito que, no futuro próximo, a combinação entre seres humanos e inteligência artificial será muito superior tanto à dependência exclusiva do ser humano quanto ao uso exclusivo da IA. Acho que os seres humanos são únicos. Cada pessoa utiliza a IA de maneira altamente personalizada, e o modelo de integração entre a IA e o indivíduo também é único”, afirmou o vencedor do Nobel. Em 2018, Levitt ingressou na Universidade Fudan, onde lidera uma equipe interdisciplinar dedicada à pesquisa em biologia quantitativa. Atualmente, está em seu oitavo ano de docência na China. Todos os anos, ministra cursos e mantém contato próximo com jovens estudantes chineses. Sobre a iniciativa “IA+”, proposta pela China, Levitt afirmou que os jovens são o principal motor da inovação. Na avaliação dele, a China possui um grande número de jovens bem formados e uma sociedade que valoriza a educação. Por isso, considera que a iniciativa foi lançada no momento oportuno. Segundo Levitt, é necessário dar independência suficiente aos jovens cientistas para que possam assumir responsabilidades e também cometer erros. Ao comentar o desenvolvimento da pesquisa interdisciplinar na China, Levitt avaliou o cenário de forma positiva. Segundo ele, os chineses demonstram um espírito de inovação extraordinário. Na Universidade Fudan, por exemplo, há equipes conduzindo pesquisas em áreas com as quais ele já possui ampla familiaridade. “Outra característica dos chineses que admiro é a coragem de experimentar. Para desenvolver a indústria de veículos elétricos, não se deve apostar apenas em uma empresa, mas apoiar cem delas ao mesmo tempo. Todos sabem que muitas fracassarão, mas, assim, as chances de sucesso também aumentam”, concluiu. Fonte: CMG