Brasil não tem longa nacional na disputa principal de Cannes, mas aparece onde importa

admin
12 May, 2026
O cinema brasileiro chega à 79a edição do Festival de Cannes, realizada entre os dias 12 e 23 de maio de 2026, com presença distribuída em diferentes frentes do evento. Embora o país não tenha um longa inteiramente nacional na Competição Oficial, a participação brasileira aparece em coproduções internacionais, mostras paralelas e projetos apresentados no Marché du Film, o mercado oficial do festival. Continua depois da publicidade Na disputa pela Palma de Ouro, o Brasil marca presença por meio de Paper Tiger, novo filme de James Gray. A produção conta com participação do produtor brasileiro Rodrigo Teixeira, da RT Features, e reúne no elenco nomes como Scarlett Johansson, Adam Driver e Miles Teller. O thriller policial acompanha dois irmãos envolvidos com a máfia russa enquanto perseguem o chamado “sonho americano”. A presença brasileira também se destaca na La Cinef, seção dedicada a estudantes e novos cineastas. O paulistano Lucas Acher foi selecionado com o curta Laser-Gato, coprodução entre Brasil, Estados Unidos e Reino Unido. Rodado em São Paulo, o filme mistura realismo fantástico e ansiedade urbana ao acompanhar um adolescente em uma noite caótica após uma brincadeira com laser dar errado. Na mostra Un Certain Regard, o Brasil participa com Elefantes na Névoa, do diretor nepalês Abinash Bikram Shah. O longa tem coprodução da brasileira Bubbles Project, fundada por Tatiana Leite, e acompanha a líder de uma comunidade Kinnar no Nepal diante do desaparecimento de uma jovem. Continua depois da publicidade Já na Semana da Crítica, a coprodução Seis Meses no Prédio Rosa e Azul, dirigida pelo mexicano Bruno Santamaría Razo, representa a única produção latino-americana entre os longas selecionados. O filme tem participação da produtora pernambucana Desvia e conta com o ator cearense Demick Lopes no elenco. A Quinzena dos Realizadores também terá presença brasileira com La Perra, da chilena Dominga Sotomayor. A coprodução entre Chile e Brasil conta com Selton Mello no elenco, marcando a estreia do ator no Festival de Cannes. Fora das mostras competitivas, o Marché du Film reúne projetos brasileiros como Ilhéus, terror psicológico dirigido por Manu Sobral, e Minha Querida Alice, drama estrelado por Rafa Kalimann e dirigido por Rogério Sagui. O cinema independente nacional ainda aparece no VDF Showcase, com títulos como O Que Sobrou do Céu, Cantos Escuros 2: A Maldição de Safira, Paradise, Covil, Onde Estamos Seguros, Quase Inverno, A Noite de Alaíde e O Chamado do Rosário. Continua depois da publicidade Em 2025, O Agente Secreto levou dois prêmios em Cannes *Sob supervisão de Pablo Brito