Rival do Brasil vê maior zebra da Europa, e hegemonia de 40 anos pode cair
13 May, 2026
Rival do Brasil vê maior zebra da Europa, e hegemonia de 40 anos pode cair Adversário do Brasil na fase de grupos da Copa do Mundo-2026, a Escócia pode voltar a ter um campeão nacional diferente de Celtic e Rangers depois de 40 temporadas consecutivas da dupla se revezando na conquista do título. O responsável pela maior zebra da Europa neste ano é o Heart of Midlothian, mais conhecido internacionalmente como Hearts, terceiro maior vencedor da história, com apenas quatro troféus, o último levantado em 1959/60. Com um ponto de vantagem para o Celtic (77 a 76), o time da capital Edimburgo pode encerrar a hegemonia de quatro décadas dos gigantes do futebol escocês já nesta tarde/noite, com uma rodada de antecipação. Se vencer o Falkirk, em casa, a partir das 16h (de Brasília), e o vice-líder for derrotado pelo Motherwell, como visitante, em jogo simultâneo, a disputa estará encerrada, antes mesmo do confronto direto/final previsto para a última rodada (Celtic e Hearts se enfrentam no domingo, em Glasgow). A última vez que o título escocês não acabou nas mãos da dupla que domina o futebol local foi na temporada 1984/85, vencida pelo Aberdeen. O trabalho apresentou ao mundo o técnico Alex Ferguson, que mais tarde faria história no Manchester United. Ao longo desses 40 anos de hegemonia, um dos gigantes, o Rangers, chegou a falir, teve de mudar de nome e recomeçar seu caminho na quarta divisão. Mesmo assim, com concorrência reduzida, nenhum outro clube que não o Celtic conseguiu se sagrar campeão. A forte candidata a zebra histórica que agora passeia pelos gramados da Escócia se gabaritou para fazer frente à dupla depois de receber, em julho passado, um investimento do empresário Tony Bloom, dono do Brighton, da Premier League inglesa. O Hearts herdou do seu "irmão rico" um sistema de análise de desempenho focado em jovens talentos para buscar reforços para seu time. O maior investimento foi feito na chegada do meia Eduardo Ageu, ex-Cruzeiro, o único brasileiro em atividade na primeira divisão escocesa. Longe da seleção Apesar de ser o time do momento na Escócia e da possibilidade de um título histórico, o Hearts corre sério risco de ser completamente ignorado do retorno da seleção às Copas depois de quase 30 anos. Na Data Fifa de março (derrotas para Costa do Marfim e Japão), nenhum dos seus jogadores foi convocado pelo técnico Steve Clarke. O veterano goleiro Craig Gordon, de 43 anos, que era o nome praticamente certo do clube na seleção, sofreu uma lesão no ombro em fevereiro, ficou fora dos amistosos e ainda não voltou a jogar. O centroavante Lawrence Shankland, autor de 19 gols na temporada, também tem chances de ser lembrado, mas não parece ser a primeira opção escocesa para a posição -só foi usado duas vezes desde 2025. Escócia na Copa Os escoceses serão os últimos adversários da seleção brasileira na fase de classificação da Copa. As duas equipes se enfrentam no dia 24 de junho, em Miami, no encerramento do Grupo C, que conta ainda com Marrocos e Haiti. Curiosamente, os britânicos também cruzaram o caminho do time em suas duas aparições anteriores em Mundiais. Na Itália-1990, perderam por 1 a 0. Já na França-1998, a derrota foi por 2 a 1. A Copa-2026 será a nona com participação da Escócia. Em todas as outras, essa presença ficou limitada à fase de grupos. Sua melhor campanha foi anotada na Alemanha Ocidental, quando também não chegou aos mata-matas, mas pelo menos foi embora sem perder nenhum jogo (conseguiu uma vitória e dois empates). Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.