Aos 52 anos, atriz que está em nova novela vive em apartamento com livros e discos raros
20 May, 2026
Isabel Teixeira é Pilar na novela Quem Ama Cuida, a nova vilã do horário nobre da Globo. Não é a primeira vilã da carreira da atriz, mas é a estreia dela fazendo maldades no horário das nove da emissora. É também a primeira novela da atriz com Walcyr Carrasco. Continua depois da publicidade Na novela, a atriz vive a irmã de Arthur Brandão (Antonio Fagundes), que só quer saber da fortuna dele. A atriz disse em entrevista ao gshow que está gabaritando vilãs nos três horários de novelas da Globo. Fez a Helena, no remake de Elas por Elas, exibido na faixa das 18h, e depois a Violeta Castilho em Volta Por Cima, na faixa das 19h. Sobre Pilar, Isabel Teixeira diz que um vilã de novela das nove é diferente. “Como noveleira que sou, também posso dizer que novela das 6, das 7 e das 9 são muito diferentes. São todas novelas, mas elas têm enfoque, ritmo linguagens diferentes.” Como é a casa da atriz Isabel Teixeira, a Pilar de Quem Ama Cuida Para o GNT, Isabel Teixeira abriu as portas de sua casa em São Paulo para revelar como seu espaço doméstico reflete sua trajetória artística e familiar. Ela destaca a influência fundamental de seus avós, apresentando um acervo literário e musical precioso, como livros autografados por Guimarães Rosa e o piano de sua avó. Continua depois da publicidade A artista detalha sua conexão profunda com a palavra e a música, herdada também de seu pai, Renato Teixeira, cujos discos compõem um diálogo contínuo entre eles. Isabel compartilha memórias sobre sua preparação para papéis icônicos, como a Maria Bruaca, e como utiliza cadernos para processar seu trabalho criativo. Por fim, ela reflete sobre ensinamentos maternos de liberdade e autonomia, simbolizados por objetos que marcam o crescimento de seu filho e sua própria visão de mundo. Herança intelectual e literária A literatura ocupa um lugar central na formação e no ambiente de Isabel Teixeira, servindo como uma ponte direta com sua ancestralidade. Ela destaca o legado de Moacyr Teixeira, seu avô materno. Ele foi o jornalista responsável pela criação e viabilização da Ilustrada, um dos cadernos culturais mais importantes de São Paulo, na década de 1950. Continua depois da publicidade A casa abriga edições raras e autografadas pelo próprio Guimarães Rosa (como Grande Sertão: Veredas, Sagarana e Corpo de Baile), dedicadas ao seu avô. Isabel Teixeira relata que sua paixão pelos livros começou aos 12 anos, através de uma edição dourada de Radclyffe Hall presenteada pelo avô, o que estabeleceu uma relação tátil e estética com a leitura. Musicalidade e memória afetiva A música é um elemento estruturante da identidade de Isabel, dividida entre a erudição clássica da avó e a poesia popular do pai. A atriz tem em casa um piano de armário da avó Lourdes (musicista clássica). É um exemplar raro (um de oito no Brasil) e foi um presente de casamento do avô Moacyr. Isabel mantém uma relação de “amor” com o piano, tocando-o mesmo sem domínio técnico, valorizando a realização do som sobre a perfeição. Ela também guarda um acervo musical valioso do pai, uma herança viva que serve como base para o diálogo entre pai e filha. Continua depois da publicidade Inclui raridades como o primeiro disco de Gal Costa e Caetano Veloso. A relação com o pai é mediada pela música e pela poesia, focada no cultivo do conhecimento e na conversa ininterrupta.