Indústria química nacional apresenta sinais de revitalização
26 May, 2026
Na comparação acumulada em 12 meses, o ritmo foi de 1,9%. Nos três trimestres anteriores, o PIB havia ficado próximo da estabilidade, com variações dessazonalizadas de 0,0%, 0,2% e 0,0%. Por Redação, com Reuters – de São Paulo Os dados econômicos do início de 2026 trazem uma notícia animadora para a indústria nacional: depois de um longo período de dificuldades, a química nacional está reagindo com força bem acima da média da economia. O Monitor do PIB-FGV mostra que a economia brasileira avançou 0,9% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao quarto trimestre de 2025, com crescimento interanual de 1,5%. São Paulo concentra o maior número de indústrias químicas, no país Na comparação acumulada em 12 meses, o ritmo foi de 1,9%. Nos três trimestres anteriores, o PIB havia ficado próximo da estabilidade, com variações dessazonalizadas de 0,0%, 0,2% e 0,0%. O que sustentou o resultado foi uma expansão disseminada entre os três grandes setores — agropecuária, indústria e serviços — além de um bom desempenho do consumo das famílias, que cresceu 1,4% no trimestre, o maior ritmo desde julho de 2025. Os investimentos (Formação Bruta de Capital Fixo) também encerraram o trimestre no campo positivo, com alta de 0,9%, puxados pela construção civil. As exportações avançaram 6,5%, lideradas pelo petróleo. Terreno difícil Na outra margem, março trouxe um sinal de alerta: na comparação mensal dessazonalizada, a atividade econômica recuou 0,6%, sugerindo que a aceleração do início do ano pode estar perdendo fôlego, em parte por causa das turbulências geopolíticas no Oriente Médio. Dentro desse quadro macroeconômico de recuperação gradual, a indústria de transformação — o coração do setor manufatureiro nacional — permanece em terreno difícil. A base de comparação dos últimos doze meses ainda é desfavorável para boa parte dos segmentos industriais. O Relatório de Acompanhamento Conjuntural (RAC) da Abiquim, referente a abril de 2026, por sua vez, mostra que a produção da indústria química cresceu 22,8% no acumulado dos três primeiros meses do ano, na comparação com o fim de 2025. As vendas no mercado interno acompanharam esse ritmo e subiram 22,7% no mesmo período. Cenário Para o presidente-executivo da Abiquim, André Passos Cordeiro, o desempenho do trimestre representa uma recomposição importante após a forte deterioração observada no segundo semestre de 2025. — O primeiro trimestre de 2026 trouxe um fôlego importante para a indústria química brasileira, mas ainda estamos longe de um cenário estruturalmente equilibrado e competitivo. Essa recuperação tem um vetor claro: a reconquista do mercado doméstico — conclui.