O que a supersafra de soja de 2026 pode mudar no mercado imobiliário de SC

admin
12 Jun, 2026
Segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, divulgado pelo IBGE, a produção nacional da soja deve chegar a 174,1 milhões de toneladas em 2026, alta de 4,8% sobre 2025 e novo recorde da série histórica. Para especialistas do setor imobiliário, os números devem refletir em mais investimentos em imóveis no Sul do Brasil, especialmente no Litoral Norte catarinense. Continua depois da publicidade A região Centro-Oeste responde por 174,5 milhões de toneladas, o equivalente a 50% da safra nacional de grãos. Mato Grosso lidera entre os Estados, com 30,9% da produção brasileira, seguido por Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás e Mato Grosso do Sul. Essa área concentra a maioria dos clientes do corretor de imóveis Bruno Cassola, com quase duas décadas de experiência em investimentos em ativos de luxo no Litoral catarinense. — O agronegócio, historicamente, investe em imóveis no Sul ou como segunda moradia ou em busca de valorização e segurança patrimonial. Em um ano de instabilidade econômica, com queda da Selic e eleições, somado ao crescimento da safra, acreditamos em uma migração de investimentos da renda fixa para o mercado imobiliário — avalia o corretor. Quando há boa safra, demanda internacional aquecida e melhor remuneração do grão, parte desse capital busca ativos reais, com liquidez e histórico de valorização. O imóvel de luxo entra nessa lógica porque protege o capital e funciona como investimento de longo prazo, analisa ainda o especialista. Continua depois da publicidade A transferência de capital do agro para o setor imobiliário tende a ganhar força em um ano de cautela econômica. A guerra no Irã elevou a percepção de risco sobre inflação e crescimento global, enquanto a eleição presidencial brasileira de 2026 tende a aumentar a cautela dos investidores nos próximos meses. Para o especialista, cidades com histórico de valorização consistente dos imóveis entram no radar do agronegócio nessa conjuntura. O Litoral de Santa Catarina tem quatro das cinco cidades com o metro quadrado mais valorizado do país, segundo o Índice FipeZap. Hoje, cerca de 30% dos clientes da região já vêm do agronegócio, afirma Cassola.