DIVÃ DE CNPJ

admin
15 Jun, 2026
Resumo O transporte de órgãos para transplante ainda é feito, muitas vezes, em caixa térmica com gelo, o que segundo Lidia Linck, CSO e sócia fundadora da Biotecno, é um método que pode danificar o tecido e comprometer o procedimento. No Divã de CNPJ, do Canal UOL, ela conta que o contato do gelo com o órgão pode levar à necrose e aumentar o risco de disfunção do enxerto. A executiva conta que, por isso, a empresa desenvolveu o TAURA, um equipamento refrigerado para manter a temperatura estável durante o trajeto. O transplante mobiliza polícia, helicóptero, avião, médicos, família, a esperança de quem vai receber o órgão. E como esse órgão chegava? Dentro de uma caixa térmica com gelo. A gente sempre olhava para aquilo e falava: não dá, isso está errado. Se o gelo entrar em contato com o órgão, ele causa uma necrose tecidual, aquela parte do órgão fica disfuncional. Essa é uma das principais razões para você ter uma disfunção do enxerto, ou seja, para o corpo rejeitar. Lidia Linck Linck cita um caso na Itália em que um coração teria viajado cerca de 900 quilômetros armazenado em caixa com gelo seco. Para ela, o método pode fazer com que o órgão chegue fora de condições ideais de uso. Ela afirma que há equipamentos no exterior, mas que, além de ainda usarem gelo nas paredes do dispositivo, são descartáveis e caros para o Brasil. Se eles são descartáveis, o custo deles é de 5, 6 mil dólares por uso, é totalmente impossível para o sistema de saúde brasileiro. Lidia Linck De acordo com a executiva, o TAURA funciona como um mini refrigerador com compressor e pode operar em bateria, na rede elétrica ou conectado a aeronaves. Ela diz que o equipamento já chegou a operar por até 10 horas, mantendo, por exemplo, um coração a 8°C. Linck ainda relata que a Biotecno conduz um estudo de casos com o Instituto de Cardiologia, em Porto Alegre, e com o InCor, em São Paulo. Os resultados preliminares, segundo ela, indicam menor tempo de UTI pós-transplante e menor taxa de rejeição quando o órgão é transportado com temperatura estável. Ela sustenta que o equipamento pode reduzir perdas de órgãos e ampliar o raio de captação, o que ajudaria a diminuir filas. [TAURA] já se tornou um produto, ele está à venda, ele é patenteado, é um produto já com registro na Anvisa, FDA, todas as certificações que a gente precisava ter para comercializar ele. E já estamos com ofertas de outros países também interessados em adquirir. Lidia Linck Divã de CNPJ no UOL Novos episódios do videocast sobre empreendedorismo apresentado por Facundo Guerra ficam disponíveis às quintas no Canal UOL na TV, no YouTube e nas plataformas de áudio. Assista ao programa completo com Lidia Linck, da Biotecno: Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.