Economia no mecânico: 8 carros que ainda são fáceis de consertar na oficina

admin
25 Jun, 2026
Resumo Se você costuma permanecer bastante tempo com o mesmo carro e dá prioridade a uma manutenção simples, essa seleção vai ser útil. Reuni alguns dos poucos modelos zero-quilômetro disponíveis hoje que ainda apostam em uma mecânica menos complexa, consequentemente com custos mais baixos na hora de manter. Para não ficar nos modelos de entrada, com motor 1.0, deixei eles de fora e me concentrei em modelos com propulsores mais fortes, como 1.3, 1.5, 1.6 e até 2.0. O elo entre todos os veículos citados é a simplicidade mecânica. Nada de turbocompressor ou injeção direta, tecnologias que até podem ser eficazes quando novos, mas que encarecem a manutenção com o passar dos anos. Essa lista foi pensada para quem busca durabilidade, economia e mais tranquilidade no dia a dia. Optei por considerar apenas carros novos porque, se incluísse os usados, as opções seriam praticamente infinitas. Ainda assim, vale dizer que se você encontrar esses mesmos modelos no mercado de usados, a recomendação continua válida. Fiat Pulse, Argo e Cronos A Fiat merece destaque com três modelos que seguem essa receita. Os mais baratos, são o Pulse e o Argo Trekking, ambos com câmbio manual, e preço de R$ 104 mil. Com câmbio automático, que é do tipo CVT, o Argo fica entre R$ 109 mil e R$ 112 mil, enquanto o Pulse vai para R$ 116 mil. Já o Cronos, começa em R$ 115 mil com câmbio manual, e fica entre R$ 120 mil e R$ 126 mil com câmbio automático, Todos compartilham o confiável motor 1.3 Firefly de quatro cilindros, naturalmente aspirado e com corrente de comando. Nissan Kait e Versa Com o lançamento da segunda geração do Kicks, sempre equipado com motor 1.0 turbo e câmbio de dupla embreagem, o modelo perdeu seu apelo de simplicidade mecânica. Felizmente, para quem gosta de baixo custo de manutenção, a Nissan manteve o "velho" Kicks no mercado, primeiro com o Kicks Play, e agora com o Kait, com identidade visual atualizada. Os preços ficam entre R$ 118 mil e R$ 153 mil, sempre com o motor 1.6 de aspiração natural e câmbio automático do tipo CVT. Esse conjunto é compartilhado com o sedã Versa, que tem preços entre R$ 120 mil e R$ 148 mil. Chevrolet Spin Um dos favoritos dos taxistas e frotistas, o Spin é reconhecido por sua robustez. Seu motor 1.8 é uma evolução do antigo Família 1, projeto do fim dos anos 1970, que aqui no Brasil estreou no Corsa em 1994. Ou seja, motor de concepção simples, que vendeu aos milhões por aqui, com farta oferta de peças de reposição e facilidade de mão de obra. As versões com câmbio manual ou automático (ambos de seis marchas) custam entre R$ 120 mil e R$ 166 mil. Mesmo sendo um projeto mais antigo, ainda é uma das melhores opções para quem prioriza custo-benefício em manutenção. Renault Duster Com exceção da versão mais cara, equipada com motor 1.3 com turbo e injeção direta, as outras versões do veterano Duster continuam com uma configuração mecânica mais convencional, que atende melhor a proposta de simplicidade que o modelo sempre teve no mercado. Trata-se do motor 1.6 aspirado e câmbio CVT, o mesmo usado no Kait e no Versa. Na versão de entrada, com câmbio mecânico, o alto preço de R$ 132 mil sugere que essa configuração é feita somente para frotistas. Já as versões com câmbio automático, do tipo CVT, ficam entre R$ 145 mil e R$ 155 mil. Honda ZR-V Até tento facilitar a vida do ZR-V, pois sempre elogiei o modelo. Nem tanto pelo desenho, que não me agrada, mas sim pelo conjunto. Ele é bom de guiar, bem equipado, e o melhor de tudo: tem configuração mecânica perfeita para quem costuma ficar vários anos com o mesmo carro e não quer ter preocupações com manutenções complexas e caras. Mas a Honda não ajuda o próprio modelo. Com preço de tabela de R$ 215 mil, ele está praticamente esquecido no mercado de novos. Nesse ano, foram emplacadas apenas 84 unidades entre janeiro e maio, um vexame para uma marca tão forte. O fracasso pode ser devido ao preço fora da atual realidade, ou justamente por conta da simplicidade mecânica. De qualquer forma, ainda insisto que o modelo vai se dar bem no mercado de usados, e as poucas unidades comercializadas sempre vão ter procura, principalmente com o passar dos anos. O motor 2.0 naturalmente aspirado, sem injeção direta, com corrente de comando e câmbio CVT, são ótimos para o bolso no longo prazo. Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.