Inédito: telecirurgia robótica a 2.700 km de distância marca novo capítulo para pacientes do SUS

admin
3 Jul, 2026
O Sistema Único de Saúde (SUS) rompeu as fronteiras geográficas da medicina de alta complexidade nesta semana. Em um procedimento inédito na saúde pública brasileira, um paciente com câncer no reto na região amazônica foi submetido à primeira telecirurgia robótica oncológica de longa distância do país. A operação conectou, em tempo real e com latência mínima, equipes médicas do Hospital de Amor Amazônia, localizado em Porto Velho (RO), e especialistas situados na matriz da instituição, em Barretos (SP), separados por uma distância de aproximadamente 2,7 mil quilômetros. Continua depois da publicidade Conectividade de alta precisão no centro cirúrgico A operação exigiu um ecossistema de infraestrutura tecnológica altamente complexo para assegurar o andamento do procedimento sem interrupções. A rede contou com conexões dedicadas via fibra óptica, tecnologia 5G e uma rede virtual privada (VPN) segura. No ambiente cirúrgico em Porto Velho, os profissionais locais responderam pela preparação direta do paciente e pelo manejo físico e suporte dos braços robóticos. Simultaneamente, a bancada de especialistas em São Paulo monitorava toda a intervenção e assumia os comandos das pinças e instrumentos sempre que necessário. Continua depois da publicidade O diretor de Inovação do Hospital de Amor, Dr. Luis Gustavo Romagnolo, enfatizou que o feito transcende o aspecto técnico ao democratizar as frentes de atendimento da rede pública. — Mais do que um avanço tecnológico, esse é um passo importante para ampliar o acesso da população do SUS a procedimentos de alta complexidade declarou o cirurgião. Continua depois da publicidade A tecnologia que encurta distâncias e leva esperança A estratégia institucional de expansão indica que o caso de sucesso servirá como base operacional para uma mudança estrutural interna. A meta do Hospital de Amor, instituição filantrópica que realizou mais de 2 milhões de atendimentos em 2025 cobrindo 2.711 municípios, é consolidar o suporte remoto de forma permanente, interligando progressivamente suas diferentes unidades espalhadas pelo território nacional. Para o presidente do Hospital de Amor Henrique Prata, o momento simboliza a continuidade da missão que deu origem à instituição. Continua depois da publicidade — Quando o Hospital de Amor nasceu, o nosso sonho era cuidar de quem mais precisava. Hoje, ver um paciente em Porto Velho sendo operado com o apoio de uma equipe em Barretos mostra que esse sonho continua crescendo. A tecnologia, quando está a serviço da vida, encurta distâncias, melhora a recuperação do paciente e leva esperança para lugares onde antes era muito mais difícil chegar —destacou Prata. Autoridades dos ministérios das Comunicações e da Saúde acompanharam a realização do procedimento na central de comando em Barretos, validando a iniciativa dentro do plano federal de modernização e digitalização das unidades do SUS. Continua depois da publicidade O divisor de águas na medicina nacional O Dr. Marcos Denadai, médico do Departamento de Cirurgia Colorretal do Hospital de Amor que esteve em Porto Velho para acompanhar o procedimento, avalia que o programa pode se tornar um divisor de águas. — Hoje, o acesso a esse tipo de cirurgia pelo sistema público ainda é muito difícil e, muitas vezes, restrito aos grandes centros. Iniciar esse programa em Porto Velho é algo muito importante para a região, para a instituição e, principalmente, para o paciente. Estamos falando de uma cirurgia mais delicada, mais precisa, com menos sangramento, menos complicações e, muitas vezes, uma recuperação mais rápida. Com a telecirurgia, ainda temos a possibilidade de integrar equipes, trocar experiências entre centros especializados e ampliar esse conhecimento. No fim, quem mais ganha é o paciente — reforçou. Continua depois da publicidade