“É o primeiro mundo aberto que cumpre a promessa do gênero”: segundo diretor de Expedition 33, até 2017 nenhum jogo tinha acertado em cheio
6 Jul, 2026
“É o primeiro mundo aberto que cumpre a promessa do gênero”: segundo diretor de Expedition 33, até 2017 nenhum jogo tinha acertado em cheio Guillaume Broche, diretor de Clair Obscur: Expedition 33, não gostava de mundos abertos até o lançamento da obra-prima da Nintendo O impacto de The Legend of Zelda: Breath of the Wild na indústria é óbvio. Não apenas porque foi o grande jogo do Nintendo Switch após encerrar uma fase difícil para a empresa japonesa com o Wii U, mas também por seu mundo aberto sistêmico. Estamos falando de um verdadeiro sandbox, um playground em que podemos fazer o que quisermos e que foi levado ao extremo com Tears of the Kingdom. Na verdade, para Guillaume Broche, diretor de Clair Obscur: Expedition 33, aquele jogo de 2017 não é apenas uma obra-prima dos japoneses, mas o único mundo aberto que acerta em cheio no que um mundo aberto deveria ser. Em uma entrevista no programa “Video Game Club” do canal Konbini no YouTube, Broche explicou que sua relação com a série The Legend of Zelda tem sido limitada, além de sua experiência na infância com jogos para Game Boy, como A Link to the Past. No entanto, seu reencontro com a franquia aconteceu em grande estilo graças a The Legend of Zelda: Breath of the Wild, o grande sucesso do Nintendo Switch que, segundo o criativo, marcou um antes e um depois em sua percepção do gênero. Embora Broche admita que começou a jogar com certa relutância, influenciado pelo consenso geral que o apontava como uma obra imperdível, a Nintendo conseguiu se afastar do arquétipo tradicional dos mundos abertos graças ao seu “design de fases magistral”, momento em que o jogo realmente o conquistou. Na opinião dele, praticamente todos os jogos de mundo aberto anteriores ofereciam um mundo aberto no qual era preciso investir horas para compensar as falhas na jogabilidade ou na narrativa, como uma forma de fazer com que o jogador se sentisse envolvido, mesmo que o restante do projeto apresentasse pontos fracos. No entanto, isso é algo que Breath of the Wild consegue evitar. Nesse sentido, o criativo destaca a liberdade absoluta que Hyrule oferece, em que qualquer ponto do mapa pode se tornar um objetivo imediato e o próprio sistema de física gera situações inesperadas que rompem com a rigidez habitual do gênero. Na verdade, ele chegou a destacar como o lançamento do jogo levou até mesmo a uma transformação na indústria: “Quando foi lançado, todos os estúdios acharam que precisavam fazer o que a Nintendo havia feito, porque compreenderam o que realmente poderia ser um mundo aberto. Foi isso que o transformou em um sucesso retumbante”. Mas sua maior conquista, em um nível puramente pessoal, é que o jogo o fez esquecer seu ódio por mundos abertos. “De modo geral, eu realmente não gosto de jogos de mundo aberto, mas este é excepcional. É o primeiro mundo aberto que cumpriu a promessa dos mundos abertos. Não se trata simplesmente de ter um minimapa com coisas para fazer. É um mapa enorme, mas foi projetado para gerar interrupções constantes que enriquecem a experiência e estimulam a curiosidade”, conclui o criador do Jogo do Ano de 2025. É claro que as palavras de Broche, embora elogiem o jogo exclusivo do Nintendo Switch, agora disponível no Nintendo Switch 2 com uma versão visualmente atualizada, não se afastam da linha geral da mídia. Estamos falando de um jogo com 97 de 100 no Metascore, que se destaca como o sexto melhor jogo da história no Metacritic. Além disso, oito anos antes de Broche receber o prêmio, Breath of the Wild ganhou o prêmio de Jogo do Ano no evento de Geoff Keighley de 2017. The Legend of Zelda: Ocarina of Time Remake chega em 2026 para rivalizar com o original Uma visão unificada que consolida a obra da Nintendo como referência na indústria, mas cuja percepção nas listas dos melhores jogos da história pode mudar. Na lista do Metacritic, Ocarina of Time é o melhor jogo já feito, mas há três semanas foi confirmado que The Legend of Zelda: Ocarina of Time Remake se tornaria realidade. Embora a Nintendo tenha definido apenas a janela de lançamento para 2026, talvez esse remake consiga entrar no top 5 da lista sem muita dificuldade. Inscreva-se no canal do IGN Brasil no YouTube e visite as nossas páginas no Facebook, Twitter, BlueSky, Threads, Instagram e Twitch!