Prêmio Shell de Teatro anuncia indicados destacando memória e renovação

admin
15 Jul, 2026
Lista do primeiro período de 2026 reflete o protagonismo feminino na cena teatral, o crescimento de musicais e o retorno de obras já consagradas em novas linguagens A 37a edição do Prêmio Shell de Teatro anuncia os indicados do primeiro período de 2026, selecionados pelos Júris do Rio de Janeiro e de São Paulo. Nesta edição, as mulheres ocupam o centro da criação teatral: elas representam 63% dos nomes indicados, com reconhecimento que atravessa praticamente todas as áreas da cena, incluindo atuação, direção, dramaturgia, música, cenário, figurino e iluminação. Além do protagonismo feminino, a seleção deste primeiro período também revela movimentos importantes da cena brasileira contemporânea, como o fortalecimento da música como linguagem dramatúrgica, a presença de obras atravessadas por memória histórica e questões identitárias e a revisitação de clássicos sob novas perspectivas. Genezio de Barros - Uma Velha Canção Quase Esquecida Atriz Georgette Fadel - Gota d’Água - no Tempo Juliana Linhares - As Centenárias Cenário Bijari - Hip Hop Hamlet Daniela Thomas - Fim de Partida Direção Ana Rosa Tezza - Sonho de uma Noite de Verão Guilherme Leme Garcia e Núcleo Bartolomeu de Depoimentos - Hip Hop Hamlet Dramaturgia Carla Zanini - Coragem, um Lugar Melhor do que Aqui Claudia Schapira e Lucas Moura - Hip Hop Hamlet Figurino Ana Rosa Tezza e Helena Tezza - Sonho de uma Noite de Verão Karen Brustolin - TIP - Antes que me Queimem, Eu Mesma me Atiro no Fogo Iluminação Matheus Brant - As Armas Milagrosas Wagner Antônio - Hamlet, Sonhos que Virão Música Chico César - pelas canções originais de As Centenárias Juh Vieira - pela direção musical e composições de Massapê Energia que Vem da Gente Ser em Cena - Teatro de Afásicos pela atuação contínua na reabilitação de pessoas com deficiência de linguagem a partir do teatro, ação que resulta em interessantes espetáculos contemporâneos, como Dodô. Com três indicações cada, As Centenárias marca o retorno da obra de Newton Moreno em uma nova versão musical, enquanto Hip Hop Hamlet reafirma a potência das releituras contemporâneas ao aproximar Shakespeare da cultura hip hop.