Fertilização in vitro: da experiência científica ao uso em todo o mundo

admin
23 Jul, 2026
A técnica consiste na fecundação do óvulo pelo espermatozoide em laboratório, fora do corpo da mulher. Em seguida, um ou mais embriões são transferidos para o útero. As primeiras bases para o desenvolvimento da fertilização in vitro surgiram ao longo do século 20, impulsionadas pelos avanços da biologia celular e pela ampliação do conhecimento sobre a reprodução humana. No fim da década de 1960, os pesquisadores britânicos Robert Edwards, Patrick Steptoe e Jean Purdy (foto) iniciaram estudos que buscavam tornar possível a fecundação do óvulo pelo espermatozoide fora do corpo da mulher. O grande marco da fertilização in vitro ocorreu em 25 de julho de 1978. Naquela data, nasceu, na Inglaterra, Louise Joy Brown, a primeira pessoa concebida por fertilização in vitro. Embora hoje seja reconhecida como um dos maiores avanços científicos do século 20, a fertilização in vitro provocou intensos debates éticos e religiosos desde seus primeiros anos. As discussões envolviam a intervenção da ciência na reprodução humana e, posteriormente, o destino dos embriões que não eram transferidos para o útero. Nos anos seguintes, a fertilização in vitro consolidou-se internacionalmente, impulsionada pelo nascimento de novos bebês concebidos pela técnica e pelo constante aperfeiçoamento dos métodos laboratoriais e clínicos. A partir da década de 1980, a fertilização in vitro evoluiu rapidamente com o desenvolvimento de protocolos de estimulação ovariana, técnicas de preservação de embriões e avanços na seleção embrionária, o que contribuiu para elevar as taxas de sucesso do procedimento. Com o tempo, a fertilização in vitro deixou de ser um procedimento experimental e tornou-se uma alternativa segura para o tratamento da infertilidade. Hoje, também é utilizada em situações como a prevenção da transmissão de algumas doenças genéticas, a maternidade tardia e diferentes projetos familiares.