Caso Henry: Justiça suspende extração de dados de celular de Jairinho
23 Jul, 2026
Resumo A Justiça do Rio negou pedido da defesa para anular a quebra de sigilo do celular achado na cela de Jairinho, mas suspendeu a perícia no aparelho até o julgamento de um recurso, informou hoje o TJRJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro). O que aconteceu Juíza manteve a autorização para verificar o celular de Jairinho. Elizabeth Machado Louro, do 2o Tribunal do Júri do Rio, rejeitou na segunda-feira (20) o pedido da defesa para anular a decisão que permite acessar os dados do aparelho, apreendido na cela do ex-vereador. Extração dos dados, porém, está travada. Apesar de manter a autorização, a juíza atendeu a um pedido alternativo da defesa e mandou o Ministério Público parar qualquer análise do celular até que outro tribunal julgue um habeas corpus. Juíza disse que segue responsável pelo caso enquanto ainda houver recurso pendente. "O acusado se encontra preso à disposição deste juízo, cuja competência segue inalterada", escreveu na decisão. Objetivo é saber se o celular interferiu no processo. Segundo a magistrada, só depois de acessar os dados será possível verificar se Jairinho usou o aparelho na prisão para tentar influenciar o andamento do caso. Análise pelo MP foi considerada regular. A defesa alegava que a perícia feita pelo órgão técnico do Ministério Público comprometeria a integridade das provas, mas a juíza rejeitou o argumento e disse que o aparelho ainda poderá passar por uma nova análise feita pela perícia oficial do Estado. O que alega a defesa Advogados dizem que a juíza não tem competência para decidir sobre o celular. O argumento é que, como o aparelho foi apreendido depois da condenação, o assunto seria responsabilidade da Vara de Execuções Penais, que cuida de questões ligadas ao cumprimento da pena. Defesa afirma que o celular não tem nada que mude o processo. Ao UOL, o advogado Zanone Jr. disse que a defesa vai entrar com um habeas corpus contra a decisão, mas que está tranquila porque acredita que o aparelho não trará mudança no cenário do caso. Advogado alega que Jairinho é vítima de erro judiciário. Segundo Zanone Jr., o ex-vereador sempre alegou inocência e teria sido alvo de uma "trama montada por Leniel", que incluiria participação de policiais e de pessoas ligadas à criminalística. O que diz o pai de Henry Leniel Borel, pai de Henry, criticou a estratégia da defesa. "O que tem neste celular que ele quer tanto esconder e tirar do processo da morte do meu filho?", questionou, em nota enviada à imprensa. Pai acusa Jairinho de tentar atrasar a Justiça. Segundo Leniel, o ex-vereador "investiu alto em recursos para protelar o julgamento por cinco anos" e agora tenta impedir o acesso a provas ligadas à morte de Henry. Relembre o caso Jairinho foi condenado em 4 de junho pelo Tribunal do Júri do Rio. A pena foi de 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão por homicídio duplamente qualificado, tortura e coação no curso do processo pela morte de Henry Borel. Monique Medeiros, mãe de Henry, teve a acusação de homicídio retirada pelos jurados. Ela foi condenada apenas por omissão diante da tortura sofrida pelo filho, com pena de 1 ano e 4 meses em regime aberto — já considerada cumprida pelo tempo que ficou presa durante o processo. Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.