86% do uso de IA conversacional é doméstico, aponta estudo do Google
23 Jul, 2026
O uso de inteligência artificial conversacional acontece em 86% dos casos fora do horário de trabalho, dentro de casa. É o que revela um estudo feito em mais de 150 países pelo Google a respeito da utilização da tecnologia dentro e fora do ambiente de trabalho. Segundo a pesquisa, as pessoas utilizam IA com diferentes finalidades, que vão de questões do dia a dia, como escolher o melhor produto para comprar ou como otimizar a gestão de casa, a atividades mais burocráticas ou complexas, a exemplo de serviços públicos ou questões jurídicas e financeiras. O levantamento foi feito a partir de 15 milhões de interações com o Gemini e sua API, além do modo IA do Google, em 140 idiomas e 800 ocupações, dividindo-se em 4 mil tarefas distintas. Em maio deste ano, o buscador com inteligência artificial registrou 1 bilhão de usuários ativos e o modelo, 900 milhões, só 14% das atividades deles foram relacionadas a trabalho. No mercado de trabalho Dentro das empresas, a tecnologia é normalmente utilizada em pouco mais de 20% das tarefas, principalmente para colaboração e suporte. No dia a dia, ela é empregada principalmente para tarefas de elaboração e geração, revisão e refinamento, ideação, estratégia, recuperação de informações e aprendizados. Chama a atenção o fato de que o uso para automação nas companhias ainda é pequeno, representando somente 10% das interações em trabalhos cognitivos não rotineiros. Em atividades voltadas ao design criativo ou a testes de hipóteses, a incidência é muito mais alta do que no restante da economia, representando 65%, contra 35% no geral. A aplicação também vem ganhando espaço em atividades manuais e técnicas, tanto na manutenção de veículos quanto nas indústrias, representando 30% do setor. O objetivo é ter um diagnóstico em tempo real. Além disso, quando profissionais dessas áreas já utilizam as ferramentas do Google ,têm uma probabilidade duas vezes maior de usá-las com finalidade multimodal, como em análises de resultados complexos. A pesquisa revela que quanto mais alto o salário e o nível educacional, maiores são as interações com a inteligência artificial. Distribuição global Globalmente, a utilização da IA foi identificada em mais de 150 países e territórios, o que equivale a 99% da população mundial. O Google afirma no estudo que cerca de 30% das interações acontecem em inglês e que os usuários fazem questão de manter as interações em seus idiomas nativos. O espanhol é a segunda língua mais usada (12,1%), seguido pelo árabe (6,8%) e pelo português (5,8%). A tecnologia é mais concentrada em países com maior renda per capita, embora existam exceções em países da América do Sul e da Ásia Ocidental, como Argentina, Brasil, Qatar e Colômbia. Se o avanço rápido da inteligência artificial preocupa cerca de 60% dos estadunidenses, entre brasileiros e indianos, o entusiasmo passa da metade.