Flip fica sem luz na segunda noite de evento, e energia deve voltar até a madrugada
24 Jul, 2026
A Flip, a Festa Literária Internacional de Paraty, ficou sem luz por volta das 20h20 desta quinta-feira (23), segundo dia desta edição do evento. A assessoria da Flip disse que não sabe o motivo da falta de luz e que aguardará posicionamento da prefeitura da cidade e da Enel, empresa que opera a rede de energia do município fluminense. De acordo com o portal de atendimento da Enel, o problema aconteceu por questões ambientais, mas não especifica a origem da falha. A previsão é de que a energia seja restabelecida por volta das 2h30 de sexta-feira (24). Durante a falta de luz, é encenada uma peça de Denise Stoklos no auditório da Matriz, o principal espaço da feira literária. De acordo com a assessoria de imprensa, a programação no auditório segue mantida porque o espaço conta com o suporte de um gerador. Na Casa Sete Selos, parte da programação paralela, a leitura de poemas de poetas brasileiras, que começou às 20h, pouco antes da queda da luz, foi mantida a capella, sem microfones, graças às luzes de um gerador. Quando a energia acabou, o público que estava reunido nos restaurantes lamentou por meio de vaias. Alguns estabelecimentos passaram a funcionar com lanternas e à luz de velas. No restaurante Assu, duas dezenas de comensais jantavam à luz de velas, enquanto os cozinheiros apelavam também para a lanterna dos celulares —apagadas, às vezes, para economizar bateria. Ana Lopes, de 69 anos, amiga dos donos do estabelecimento que se prontificou a ajudar a tocar os negócios durante a Flip, explicou que a luz de emergência estava queimada. Apesar disso, "tudo está saindo com o mesmo padrão de qualidade". Garçom do Celeiro Armazém, David França diz que a falta de luz prejudicou o faturamento. "A gente tinha uma meta para bater por causa da Flip de R$ 86 mil, mas o apagão prejudicou, porque a gente não conseguiu atingir os R$ 20 mil de hoje. A gente estava tentando fazer esse valor por dia", diz ele. "Teve cliente que desistiu de comer por causa do apagão." Em frente à Casa Folha, espaço do jornal na Flip, as pessoas improvisaram uma balada na penumbra. O músico Alain Calixto estava na praça com seu violino quando a luz caiu. Rapidamente algumas dezenas de pessoas se aproximaram, formando uma espécie de festa com lanternas e as caixas de som do artista de rua de São José dos Campos, no interior paulista, que vem à Flip pela segunda vez. "Eu tenho muitos amigos músicos que moram por aqui e, por isso, vim", diz. De tanto tocar hits como "I’m Good", de David Guetta, estourou uma corda do instrumento. Só aí o público se dispersou novamente na escuridão. Apesar do contratempo para o resto dos frequentadores da festa, a falta de luz deixou o músico feliz. "Foi incrível para mim nesse meu primeiro dia aqui." Não é a primeira vez que o evento sofre com falta de energia: um longo apagão também marcou a festa de três anos atrás.