Léo Foguete regrava sucessos da MPB ao som do forró em novo álbum

admin
24 Jul, 2026
Léo Foguete quer provar que os clássicos da MPB também podem conquistar a geração Z. Aos 22 anos, o cantor pernambucano, um dos principais nomes da nova onda do forró e do piseiro, lança "Além do Tempo", álbum que mistura faixas inéditas com releituras de sucessos da MPB e do pop brasileiro. "A ideia não é fazer músicas virais. Tomara que viralizem, claro, mas quero mostrar os clássicos do nosso país", afirma. Depois de ganhar projeção nacional com "Última Noite", em 2024, e impulsionar o álbum "Obrigado Deus", indicado ao Grammy Latino de 2025, Léo Foguete aposta agora em um projeto que aproxima diferentes gerações por meio da música. Nascido em Petrolina (PE), Mayrllon de Castro Souza conta que a relação com a música começou ainda na infância, quando ganhou um violão da avó aos seis anos. "Minha avó me deu um violão aos seis anos. Ela despertou esse sonho. Eu sempre levava o violãozinho para a igreja e foi assim que nasceu essa vontade de ser artista", afirma. O novo trabalho reúne versões de músicas como "Palavras ao Vento", eternizada por Cássia Eller, "Palpite", de Vanessa Rangel, "Deixo", de Ivete Sangalo, além de inéditas como "Alguns Defeitos", em parceria com o cantor sertanejo Panda. Para Léo, a escolha do repertório vai além da nostalgia: a proposta é apresentar esses sucessos a um público que talvez nunca tenha tido contato com as versões originais. "Essas músicas são clássicos da nossa música popular brasileira. Quero mostrar para a nossa geração que o nosso país tem canções incríveis. Alguns artistas não estão mais entre nós, então também é uma forma de homenageá-los", afirma. A construção do álbum foi intensa, segundo o cantor. Ao longo do processo, o cantor e sua equipe produziram mais de 60 músicas até chegar às sete faixas escolhidas para o projeto. O conceito de "Além do Tempo" nasceu justamente da intenção de reunir diferentes públicos em torno das mesmas canções. "Meu público é bem jovem, mas quero que os pais desses jovens também possam ouvir. A ideia é causar nostalgia em quem viveu o sucesso dessas músicas e, ao mesmo tempo, apresentar esse repertório para quem ainda não conhece", diz.