Colômbia avalia redes privadas LTE em 900 MHz para serviços públicos
30 Jul, 2026
| Mobile Time Latinoamérica | A Agência Nacional do Espectro (ANE) está avançando na avaliação de redes privadas LTE como alternativa para acelerar a transformação digital dos serviços públicos na Colômbia. A entidade acompanhou um teste técnico desenvolvido pela Empresas Públicas de Medellín (EPM) na faixa de 900 MHz , com o objetivo de analisar o desempenho dessa tecnologia em cenários reais e sua viabilidade para aplicações críticas. Os testes, realizados em Medellín sob uma autorização temporária concedida pelo Ministério das TIC e com aval técnico da ANE, permanecerão em vigor até 1o de setembro de 2026 . A iniciativa busca gerar informações que contribuam para definir as condições técnicas e regulatórias para a futura implementação de redes privadas no país. Durante a atividade, a ANE verificou o funcionamento de medidores inteligentes para os serviços de energia, gás e abastecimento de água, capazes de transmitir informações em tempo real para otimizar o monitoramento das redes, melhorar a operação e facilitar a tomada de decisões das empresas de serviços públicos. A faixa de 900 MHz A ANE explicou que a faixa de 900 MHz desponta como uma das principais alternativas para a implantação de redes privadas LTE devido às suas características de propagação, que permitem maior cobertura geográfica, melhor penetração em edificações e instalações industriais e capacidade para conectar milhares de dispositivos de forma confiável. Essas características a tornam uma opção para aplicações de missão crítica em setores como o de serviços públicos, onde a disponibilidade e a continuidade das comunicações são fatores essenciais. A EPM destacou que os resultados obtidos durante o teste foram satisfatórios e permitiram validar o desempenho dessa faixa para suportar aplicações operacionais. Entre as aplicações avaliadas para esse tipo de rede privada estão a automação das redes elétricas ( Smart Grid ), a medição inteligente, o monitoramento remoto de subestações, sistemas de teleproteção, comunicações para equipes de campo, videomonitoramento de infraestrutura crítica, gestão remota de ativos, monitoramento ambiental e atendimento a emergências. A ANE informou que continuará desenvolvendo as análises técnicas e regulatórias necessárias para viabilizar a implantação de redes privadas na Colômbia, com o objetivo de promover um uso mais eficiente do espectro radioelétrico e facilitar a adoção de tecnologias que fortaleçam a digitalização de setores estratégicos, como o de serviços públicos.