Partidos de Portugal e Espanha pedem exclusão do Marrocos da Copa de 2030

admin
6 Aug, 2026
Partidos de Portugal e Espanha pedem exclusão do Marrocos da Copa de 2030 Pressão política ocorre após crise migratória em Ceuta, enclave espanhol na África A crise migratória em Ceuta desencadeou uma onda de pressões políticas em Portugal e na Espanha para que Marrocos seja excluído da organização conjunta da Copa do Mundo de 2030, torneio cuja sede foi atribuída pela Fifa à candidatura formada pelos três países. Em Portugal, os seis deputados do partido Livre enviaram uma carta à Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e ao governo liderado pelo primeiro-ministro conservador, Luís Montenegro, solicitando que o país, em articulação com a Espanha, defenda a retirada de Marrocos da organização do Mundial. No documento, os parlamentares afirmam que o recente episódio em Ceuta, classificado como um "ataque à fronteira espanhola com consequências trágicas", reforça preocupações sobre a atuação de Rabat. Além da crise migratória, o Livre cita alegadas "violações dos direitos humanos", "desrespeito ao direito internacional" e "repressão violenta ao povo saaraui" como razões para rever a participação marroquina na competição. Em resposta, a Federação Portuguesa de Futebol informou que acompanha de perto todos os acontecimentos relacionados à organização da Copa do Mundo de 2030, mas ressaltou que, até o momento, não recebeu qualquer manifestação oficial de preocupação por parte das entidades responsáveis pelo torneio. Enquanto isso, uma fonte do gabinete de Montenegro indicou à imprensa que o chefe do governo não demonstra, neste momento, disposição para apoiar a proposta apresentada pelo Livre. Na Espanha, o partido Vox apresentou uma moção ao Congresso pedindo que o governo solicite à Fifa a revisão da candidatura conjunta. A iniciativa será debatida na Comissão de Educação, Esporte e Formação Profissional. Na justificativa da proposta, a legenda liderada por Santiago Abascal afirma que "Marrocos não é um parceiro leal, nem para a organização de um evento esportivo desta magnitude nem no que diz respeito às relações de vizinhança". O partido de extrema-direita também argumenta que os recentes acontecimentos em Ceuta e as preocupações com a segurança do evento justificam uma revisão da participação marroquina como país-sede. "Os ataques extremamente graves à soberania nacional e à integridade territorial da Espanha, ocorridos após as chegadas em massa a Ceuta, somados às dúvidas sobre a capacidade do Marrocos de garantir a segurança do evento, tornam necessário que o Executivo defenda o papel de liderança e os interesses da Espanha", diz o texto. A iniciativa ocorre um dia após o partido de esquerda Sumar, integrante da coalizão governista espanhola, também defender a exclusão de Marrocos da Copa do Mundo de 2030 em razão da crise migratória. Até o momento, a Fifa não se pronunciou sobre os pedidos apresentados por parlamentares portugueses e espanhóis, e a candidatura conjunta de Espanha, Portugal e Marrocos permanece inalterada. .