MGI mira 4 milhões de CINs por mês, a partir de meados de 2027

admin
26 Aug, 2026
A ministra da Gestão, Inovação e Serviços Digitais (MGI) , Esther Dweck, afirmou que espera que até a primeira metade do ano que vem o governo alcance um ritmo de produção mensal de 4 milhões de unidades da Carteira de Identidade Nacional (CIN) . Atualmente, os estados produzem 2,8 milhões de CINs mensais. Ao todo, o Brasil acumula 63 milhões de novas carteiras produzidas, sendo que o Piauí é a unidade da federação mais avançada com 66% da população com a CIN e o Pará o menor, com 4%, devido principalmente às dificuldades geográficas. Em conversa com a imprensa especializada nesta terça-feira, 25, Dweck lembra que o governo federal tem um programa federal de suporte financeiro para os estados que estavam enfrentando gargalos para produzir em escala a CIN, o Pro-CIN. Com esses movimentos, a ministra espera que a Carteira de Identidade Nacional chegue a 100% da população antes do limite legal, em 2032. Nuvem e supercomputador Durante o segundo dia do Febraban Tech 2026 , Dweck confirmou ainda que a iniciativa da nuvem computacional soberana do governo, a Nuvem Nacional , será feita em um formato de parceria público-privada (PPP) e provavelmente em joint-venture , sendo que o capital e o controle serão majoritariamente brasileiro – mas o percentual ainda não foi definido. A ABDI está conduzindo atualmente uma escuta de mercado para identificar possíveis parceiros em um acordo de cooperação técnica (ACT) com MGI e BNDES . A expectativa é que o edital para o lançamento da nuvem ocorra ainda neste ano, algo que não deve ser adiado mesmo com o cenário eleitoral. Dataprev e Serpro ajudaram no desenvolvimento e na oferta de serviço da Nuvem Brasileira para o setor privado e público. Sobre o supercomputador, a ministra detalha que, diferentemente do edital da nuvem, o chamamento é aberto a multinacionais e empresas estrangeiras. Com previsão de instalação no Rio Grande do Norte para fomentar o desenvolvimento tecnológico regional, a máquina de alto desempenho estatal será administrada pelo Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) que controla atualmente outro supercomputador, o Santos Dumont em Petropólis-RJ. Vale lembrar, o governo federal lançou no último dia 20 de agosto a segunda fase do PBIA com um edital de R$ 1 bilhão para um supercomputador de 7,2 mil petaflops que será usado em pesquisas e processamento de IA e novos modelos. Ministra do MGI, Esther Dweck (crédito: Henrique Medeiros/Mobile Time) Gov.br Na conversa, Dweck ainda foi questionada sobre a proposta de letramento digital do governo Lula em um eventual segundo mandato, assim como melhorias no Gov.br ( Android , iOS ). Sobre a plataforma digital, a ministra afirmou que o governo melhorou o motor de biometria para evitar fraudes com imagem (vide cardboard gang). Mas reconhece que esse avanço trouxe dificuldades no acesso, uma das principais reclamações dos usuários no app, mas isso foi corrigido com a liberação do uso da câmera traseira do celular para o reconhecimento facial e um novo motor biométrico otimizado. A representante da pasta reforçou que a questão da biometria não deve ser confundida com os casos de idosos no INSS, que enfrentaram dificuldades para acessar o sistema devido a exigências mais rigorosas de validação biométrica. Segundo ela, a situação é diferente da verificada no Gov.br, já que a plataforma do MGI exige apenas a biometria facial no momento do acesso. Letramento e conectividade Dweck ainda respondeu que o trabalho de letramento digital no MGI está diretamente ligado ao Gov.br. Como a exclusão digital e a falta de conectividade são barreiras para a população brasileira, o ministério criou o Balcão Gov.br , que consiste de espaços físicos para atender a população. Isso foi feito para apoiar presencialmente e com conectividade idosos para cidadãos no uso do Gov.br, como troca de senha e auxílio em biometria, em locais de governos estaduais (vide rodoviária em Salvador), prefeituras e eventualmente autarquias federais (Receita Federal e INSS). A ministra afirmou que esse trabalho de letramento digital está sendo articulado de forma multiministerial com: Ministério das Comunicações para avançar em comunicação significativa; Ministério da Educação e Ministério do Trabalho no letramento digital; Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania no amparo digital ao idoso.