Caminhões viram "carros de controle remoto" para operar na mineração e construção; entenda
13 Sep, 2026
Caminhões viram "carros de controle remoto" para operar na mineração e construção; entenda Mercedes-Benz avança nas tecnologias autônomas para pesados no Brasil e oferece ao mercado três tipos de tecnologias para diferentes aplicações Caminhões com algum nível de automação são projetados para poupar esforços humanos contínuos e para salvar vidas. Dispositivos que comandam veículos pesados a distância ou que permitem que rodem sem condutor nasceram para facilitar o trabalho e evitar que pessoas entrem em áreas de risco ou executem tarefas maçantes ou penosas. A Mercedes-Benz desenvolve no Brasil três tecnologias de caminhões autônomos que atendem a diversas aplicações e usam níveis diferentes de sensores, mapeamento e controle. A mais conhecida delas, a semi-autônoma para o agro, em parceria com a Grunner, tem ganho lavouras e clientes Brasil afora, mas a fabricante tem duas outras opções. Também por meio de uma parceria, desta vez com a Lume Robotics, a marca da estrela desenvolveu um caminhão com automação nível 4, que se dirige sozinho, para operações especiais em ambientes confinados. Para a mineração e áreas de risco, a Mercedes oferece ao mercado seus caminhões controlados por meio de rádio controle, em que o operador fica longe do veículo e consegue acessar áreas condenadas, como barragens e represas de rejeitos de mineração a serem descomissionadas. "Atualmente, temos o nosso Atego autônomo junto com a startup Lume Robotics, que opera com sucesso na logística interna e em operações confinadas", diz Marcos Andrade, gerente sênior de Marketing de Produto Caminhões da Mercedes-Benz do Brasil. "Além disso, temos os caminhões semiautônomos em parceria com a Grunner, que são transformados em smart machines para operar na colheita da cana-de-açúcar, além de franca expansão para outras atividades agrícolas. Existem também os caminhões rádio controlados para operações robustas e seguras em áreas de difícil acesso", explica o engenheiro. Hoje, a Mercedes-Benz oferece soluções de automação que podem ser aplicadas a todas as suas famílias de caminhões Euro 6, começando pelos leves Accelo, passando pelos pesados e semipesados Atego e chegando aos extrapesados e caminhões de operação extrema, como os Actros e os Arocs. Rádio controle para a mineração A grande novidade no portfólio da Mercedes em questão de automação é a opção de instalação de um sistema de controle via rádio nos caminhões para uso com segurança em atividades extremas ou em áreas de difícil acesso, como a mineração, a construção civil e operações subterrâneas. O uso do rádio controle pode ser feito por meio de um joystick, com o operador do lado de fora do caminhão para alguma manobra específica, ou dentro de uma sala de controle, quando a operação precisa ser remota por motivos de segurança. Segundo Marcos Andrade, a arquitetura eletrônica dos caminhões Mercedes permite a fácil instalação do sistema de controle remoto. "Nossos caminhões contam com uma interface eletrônica robusta que permite que o sistema seja instalado sem dificuldades. Todas as ações de frenagem, aceleração, troca de marchas e direção podem ser controlados remotamente e, para fins de valor de revenda, o sistema pode ser removido posteriormente e o caminhão volta a ser convencional, podendo ser vendido a outro operador sem complicações", diz o executivo. Automação para o campo Atualmente, a Mercedes-Benz, junto com a Grunner, já contam com mais de 1.100 caminhões semiautônomos para diversas aplicações no agro. O projeto, que nasceu dos produtores de cana-de-açúcar e sua necessidade de ter um veículo que ande a baixa velocidade e com precisão centimétrica para não pisotear os brotos de cana, ganhou a preferência de diversos produtores e se transformou em um negócio de sucesso. "Os números de mercado comprovam que estamos no caminho certo. A Mercedes-Benz possui a maior frota de caminhões semiautônomos já em operação no Brasil. São mais de 1.100 unidades em circulação das smart machines da Grunner na colheita da cana de açúcar, além de outras aplicações no campo", destaca Marcos Andrade. "Estes caminhões conseguem identificar a rota e seguir o percurso sozinhos, guiados pelo GPS com alta precisão. O condutor assume o comando logo depois do carregamento, fazendo o transbordo para as carretas que levarão a cana de açúcar para as usinas". Além dos semiautônomos da Grunner, a Mercedes-Benz já tem também caminhões autônomos atuando em ambientes controlados, como os quatro Atego autônomos que interligam a linha de produção da Ypê e seu Centro de Distribuição interno, mais uma solução desenvolvida no Brasil. "Nesse tipo de automação, não há necessidade do motorista dentro do caminhão. Isso é muito interessante especialmente em situações repetitivas e com manobras complexas, como a do CD da Ypê. Após horas rodando em velocidade baixa e enfrentando situações monótonas e repetitivas, o risco de uma distração do motorista é alto. Sem mencionar a perda de eficiência do profissional nas manobras ao longo do dia em função do cansaço", ressalta Marcos Andrade.