Turbo Henrique mantém Flamengo na liderança do Brasileirão

admin
13 Sep, 2026
Neymar ‘anuncia’ Philippe Coutinho no Santos pelas redes sociais Camisa 10 do Peixe mostrou a nova contratação já no CT Rei Pelé. Crédito: Twitter Fosse o time reserva do Flamengo no clássico das maiores torcidas do País, o volume de jogo, o número de passes, ataques, finalizações e escanteios teria sido o mesmo. E, provavelmente, também seria no Maracanã contra o Corinthians titular, e não contra o reserva (corretamente escalado no Rio para a volta alvinegra da Libertadores contra o Estudiantes). Timão que não conseguia acertar 70% dos passes na primeira metade do jogo, e que só chegou à meta de Rossi aos 22 minutos, num lance que estatisticamente não dá para saber se Gui Negão finalizou ou interceptou um cruzamento de Angileri. Leia também Antes disso, Hugo Souza e João Pedro salvaram sobre a linha a primeira chance de um Flamengo que se imaginava fosse criar tantas, pela diferença abissal que existe dentro de campo e, sobretudo, fora, das equipes. Rubro-negro também corretamente escalado por Leonardo Jardim com o que tinha de melhor, depois de encaminhar a classificação para a semifinal da Libertadores, na quinta-feira, em Quito. Flamengo que, no começo de 2013, sobrevivia à outra realidade. Eram também completamente diferentes. O Rubro-Negro sem dinheiro, só dívidas, e sem um grande time. O Corinthians tinha acabado de ser bicampeão mundial, havia trazido Alexandre Pato, e começava a caminhada para as dívidas impagáveis. Com 40 minutos da primeira etapa, o Flamengo já tinha finalizado 16 × 6 no alvo, cinco delas defendidas por Hugo Souza, uma por Tchoca sobre a linha. Ainda teria mais uma oportunidade, e talvez a melhor delas com Varela, chutando por cima depois de outra assistência involuntária de Gui Negão, que quis dentro da área sair jogando recuando a bola aos pés do rival. O Flamengo não foi brilhante, mas foi o que é: um time absolutamente dominante. As equipes voltaram com as mesmas formações e com as mesmas ideias e ideais para o segundo tempo. Não durou três minutos para, depois do bilionésimo escanteio do Flamengo, dessa vez uma rara falha de Hugo Souza na saída de bola, Paquetá ficou absolutamente livre para dominar, encher o pé e fazer justiça no Maracanã, e na liderança do Brasileiro: 1x0. Só aos 21 minutos, Fernando Diniz colocou quatro titulares, dois agora de Seleção: dois deles essenciais no belíssimo gol corintiano, aos 32: depois de dois lances bisonhos, Gui Negão empatou na jogada muito bem construída por Bidon, Garro e Kaio César. O Maracanã e o Flamengo demoraram a reagir. A zaga paulista, bravamente liderada por Iago Machado, estreante de 17 anos, segurava o empate heroico e histórico, que recolocava o rival paulistano na ponta do campeonato. Até BH27, aos 43, aproveitar lance bem criado por outros reservas (Jorginho e Freitas) e fazer o milésimo gol decisivo, mais um de cabeça, e garantir vitória mais suada do que o esperado. Mas muito mais gostos também por isso. Na noite de sábado, algo parecido antes de a bola rolar no Nubank Parque, no Choque-rei: o time reserva do São Paulo contra o Palmeiras quase titular. A opção de Dorival Júnior era absolutamente correta - como também era a alviverde: o São Paulo tem o seu jogo mais importante da temporada terça-feira, no Morumbis, contra o Boca Juniors. Precisa reverter a derrota na Bombonera da semana passada. E tem como. Parece ser mais time hoje que o Boca, sem necessariamente ter sido em Buenos Aires. Para se classificar para a semifinal da Sul-Americana, o Tricolke precisa poupar o elenco limitado, mas que, mesmo assim, vinha fazendo uma partida muito boa contra o Palmeiras na casa verde. Até a expulsão juvenil e violentíssima do jovem e bom zagueiro Osório, numa entrada muito dura contra Piquerez. O VAR corretamente expulsou o zagueiro são-paulino, como, no final do clássico, poderia ter feito o mesmo com Larsson, numa entrada menos perigosa e brusca do que a do zagueiro são-paulino. O fato é que, com o jogador a menos e com uma equipe desfalcada e desentrosada, aí sim o São Paulo deu ao Palmeiras espaço. O time do suspenso Abel jogou o que não vinha jogando, e fez com naturalidade o primeiro gol no final do primeiro tempo. Numa jogada em que Giay (em mais uma noite em que foi muito bem como ala), foi ao fundo cruzar pra Gómez cabecear para Murilo. Uma dupla de zaga que parece de artilheiros do Palmeiras. Veio o segundo tempo e, enfim, um gol do goleador Vitor Roque, que tanto procura, mas não achava, nem o gol e nem o futebol. Com 2x0, o Palmeiras pôde administrar o jogo, a viagem, o cansaço e a altitude para a tarefa complicada, mas que deve ser mais uma vez palmeirense, de classificação para a semifinal da Libertadores contra a LDU, em Quito.