Trump minimiza suposta espionagem chinesa após ataque do Irã

admin
14 Sep, 2026
O presidente Donald Trump minimizou, neste domingo (13), uma reportagem da imprensa sobre entidades chinesas que forneceram a Teerã imagens de satélite de uma base militar na Jordânia antes e após um ataque iraniano que matou três soldados americanos. O incidente pode aprofundar a aproximação entre Washington e Pequim antes da visita oficial do presidente chinês, Xi Jinping, à Casa Branca em 24 de setembro. “Vocês sabem, quando dizem que a China nos espiona, eu digo que é verdade, e nós espionamos eles também”, disse Trump a jornalistas a bordo do avião Air Force One, depois que o The Wall Street Journal publicou uma reportagem sobre dados de inteligência compartilhados por Pequim. "É isso que nós fazemos. Basicamente eles fazem o que nós fazemos", afirmou o presidente americano. O ataque aconteceu em 17 de julho, quando o Irã lançou mísseis contra a base aérea de Muwaffaq Salti, na Jordânia, onde tropas dos Estados Unidos estão mobilizadas. Trump anunciou a Pequim que não venderia armas ao Irã e, em maio, Washington sancionou três empresas chinesas de satélites para facilitar as operações militares do Irã. A China negou nesta segunda-feira (14) as acusações. “Rejeitamos categoricamente as suspeitas e acusações infundadas, que carecem de provas”, declarou Guo Jiakun, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, durante uma entrevista coletiva. A China é um dos principais parceiros econômicos do Irã ao adquirir grande parte de sua produção de petróleo, além de ser um importante apoio diplomático.