Galaxy Z Fold8 vale a pena? Nosso review sincero após 1 mês com o celular
15 Sep, 2026
Resumo Qual é o formato perfeito para um celular? Constantemente, as fabricantes se reinventam para tentar responder a essa pergunta e criar tendências. Uma das mais recentes apostas são os dobráveis estilo "passaporte", que acabam de ganhar um concorrente de peso: o iPhone Duo, que chega ao Brasil no final de outubro. Até agora, o modelo mais popular neste formato é o Galaxy Z Fold8, da Samsung, lançado em agosto. Usamos o aparelho por cerca de um mês e contamos a seguir o que funciona bem (ou nem tanto) nesta nova proposta de smartphone. O que o Galaxy Z Fold8 tem de bom? Design passaporte. É um formato disruptivo (e até fofo), que muda nossa maneira de consumir conteúdos. Fechado, é baixinho e um pouco mais largo que um celular tradicional, e aberto vira um pequeno tablet. É realmente como uma caderneta: compacto mas que abre para ter mais espaço. Ele se situa entre os dobráveis tipo flip, bem compactos, e os fold tradicionais (estilo livro, como o Z Fold7 e o novo Z Fold8 Ultra), maiores e mais caros. A ideia é oferecer uma experiência confortável na mão e mais imersiva nas telas, principalmente para assistir vídeos, sejam os horizontais ou os verticais. Este é o celular fold mais leve do mundo, com 201 gramas. Também é bem fino, com espessura de 0,97 cm (fechado) e 4,5 mm (aberto). É vendido em duas cores diferentes, lavanda (lilás) e verde pistache, e duas mais tradicionais, preto e branco. Telas e vídeos. A tela frontal tem cerca de 8 centímetros por 12 centímetros, é menor que a de um celular comum mas dá uma sensação espaçosa, com 5,5 polegadas e proporção 10:16. Consigo acessar quase todos os pontos dela com um dedo só, segurando o aparelho com uma mão. Dá para fazer qualquer coisa nela, usar o WhatsApp, mapas, ver e-mails, ler livros, assistir a vídeos e usar apps variados sem precisar abrir o aparelho. Claro que há uma redução no tamanho das fontes, imagens e ícones para se adaptar. Quem não enxerga bem pode achar desconfortável, mas isso não é algo ruim; significa que o sistema Android e os aplicativos estão preparados para o novo formato. Boa parte do conceito desse celular envolve reduzir ao máximo as faixas ao redor dos vídeos, para oferecer uma experiência mais fluida e imersiva. E isso vai para outro nível quando abrimos o celular e tudo fica maior. A tela interna tem 7,6 polegadas, mais ou menos 16 cm x 12 cm, com proporção de 4:3 na horizontal (ou 3:4 na vertical). Isso significa que ela é mais retangular do que a dos dobráveis maiores, que têm uma tela interna quase quadrada e exibem vídeos com muitas faixas ao redor. O formato 4:3 é mais amigável para o consumo de vídeos, é a proporção antiga de televisão e vídeo game. Ainda não é o formato perfeito, porque hoje em dia a maioria dos conteúdos é widescreen, em geral 16:9, mas já é uma tela retangular, que aproveita melhor o espaço disponível. Com o passar do tempo e com mais pessoas usando o "passaporte", a experiência pode melhorar. O Instagram, por exemplo, ainda abre em um modo tipo de tablet, com menus laterais. Já no YouTube, a dinâmica é mais interessante. Quando abrimos um vídeo na tela grande, ele aparece menor, em um modo que mostra também título, descrição, comentários e relacionados. Ao clicar em tela cheia, ele vai ocupar quase todo o espaço, apenas com faixas finas em cima e embaixo — se quiser que elas desapareçam, basta fazer um gesto de pinça abrindo para aplicar um leve zoom e preencher toda a tela (obviamente com pequenos cortes laterais). Mesmo na tela externa, a visualização do YouTube e outros apps de streaming também é bem legal, como uma mini televisão. E se você abrir um pouco o celular, em formato de V, ele tem estabilidade para ficar parado em um móvel, sem precisar segurá-lo para assistir. Então o pulo do gato é ir alternando entre fechado e aberto, e entre a orientação horizontal e vertical de ambas as telas, de acordo com o conteúdo que estamos vendo. É preciso se acostumar a essa dinâmica diferente, mas com um tempinho de uso já pegamos o jeito. Livros. Menção honrosa para a experiência com e-books, que encaixam certinho tanto na tela externa como na interna. É possível usar apps como Kindle, Google Livros e Skeelo. Na interna grande, a visualização horizontal exibe duas páginas lado a lado, como um livro aberto, já a vertical se aproxima do tamanho de um Kindle —claro que com menos conforto ocular do que em um leitor de tela fosca e tinta digital. Vinco suave. Um ponto que traz receio para muita gente é a durabilidade e a aparência da dobra, mas isso evoluiu muito desde os primeiros dobráveis. Não dá para dizer que o vinco sumiu, afinal é uma tela que dobra no meio, mas ele está quase imperceptível, seja passando o dedo ou olhando, e não interfere em nada. Esse modelo traz a inovação que a Samsung chama de flex titanium. Entre as cinco camadas do display, há uma placa de titânio e um filme flexível de liga de titânio, que dão estrutura para o painel OLED ao mesmo tempo que o deixam mais fino. Comparando com o Z Fold7 do ano passado, dá para ver que o vinco está realmente mais suave —e isso contribui para a imersão nos conteúdos. Um ponto negativo é que a nova dobradiça não consegue ficar aberta a 90 graus; depois de certo ângulo (cerca de 45 graus), abre ou fecha totalmente. Isso facilita o processo de abrir e fechar e possivelmente preserva o vinco, mas sacrifica o modo flex window: o Z Fold8 não consegue ficar dobrado com metade da tela interna apoiada na mesa e a outra para cima, como é possível no Z Fold7 e no novo Z Fold8 Ultra. Câmeras. São apenas duas câmeras na traseira —sabemos que em um celular mais compacto é preciso fazer escolhas. Como uma teleobjetiva dedicada ao zoom provavelmente não caberia aqui, a Samsung optou por uma principal wide e uma ultrawide (campo mais aberto), ambas de 50 MP. O zoom máximo do conjunto é de 10x com processamento digital, sendo 2x com qualidade óptica (ou seja, um corte no sensor sem perdas). E o mínimo é 0.6x, com a ultra angular que também faz modo macro. Esse conjunto resolve a maioria das situações cotidianas, com boa consistência na definição e nas cores das imagens nas diferentes distâncias focais. Eu pessoalmente iria preferir uma teleobjetiva, porque vou bastante em shows e gosto de dar zoom em paisagens, mas destaco que um benefício da ultrawide em um celular dobrável é para as selfies. Porque você pode tirá-las com as melhores câmeras do aparelho, que são as traseiras, usando a tela externa como espelho. Com a ultra angular, vai conseguir mostrar mais do cenário ou todas as pessoas que estão com você. Há também duas câmeras de selfie tradicionais no celular, uma na tela externa e uma na tela interna, ambas com 10 MP. Funcionam bem para selfies casuais e videochamadas, mas a qualidade de uma foto tirada com as câmeras traseiras é, claro, superior. Uma crítica para a da tela interna é que ela fica em um furo, que me incomoda em alguns momentos. Como é uma câmera mais para vídeochamadas, por exemplo, quando estamos trabalhando em mais de uma janela com o celular aberto, ela poderia ter menos qualidade mas ficar escondida sob a tela (como era no Galaxy Z Fold6). Recursos foto e vídeo. Há captura dupla de vídeo, seja com o celular fechado, usando uma câmera traseira e a selfie de fora, ou com ele aberto, usando a traseira e a selfie interna. Também é possível ir visualizando as fotos e os vídeos que estamos tirando, em metade da tela interna, enquanto usamos a câmera. Já o My Fam Cam é um recurso totalmente novo, que ajuda a fazer cortes para redes sociais. Em um vídeo gravado com várias pessoas aparecendo, selecionamos uma delas para ser rastreada e o formato que queremos; o celular, então, vai usar inteligência artificial para fazer o recorte mantendo sempre essa pessoa em cena. Bateria e carregamento. Finalmente, a Samsung abandonou o íon de lítio e adotou a tecnologia de silício carbono, que tem maior densidade energética, o que significa baterias mais finas. O Z Fold8 tem 4.800 mAh, divididos em duas células, uma em cada metade do celular. É uma boa carga, que chega a durar um dia e meio no meu uso, mas eu não me importaria se o celular fosse 1 mm mais grosso e tivesse um pouco mais de capacidade, pelo menos 5.000 mah, para não me preocupar, por exemplo, em um passeio que vou usar muito a câmera. O carregamento também ficou mais rápido, 45 W com fio e de 25 W sem fio. No Brasil, o carregador de 45 W vem na caixa. Desempenho. O processador é o Snapdragon 8 Elite Gen 5, o mais poderoso da Qualcomm, em sua versão otimizada "for Galaxy". Para garantir a performance, a memória RAM é 12 GB nas versões com 256 GB ou 512 GB de armazenamento interno ou de 16 GB na de 1 TB. Vale a pena? Dobráveis no formato passaporte são uma tendência do mercado e isso ficou claro com o lançamento do iPhone Duo. Mas o Z Fold8 foi o primeiro a chegar ao Brasil e um dos primeiros do mundo, e tem preços mais competitivos. A Samsung lançou seu primeiro celular fold em 2019, e até um trifold no ano passado, então são anos aprimorando o formato até chegar aqui. Ele vem ao encontro de nossos novos hábitos de consumo de vídeos, redes sociais e livros digitais. Não acho que dobráveis vão substituir celulares tradicionais tão cedo, mas o "passaporte" é empolgante, funciona muito bem e tem potencial para conquistar fãs. Claro que toda essa tecnologia toda não é barata, ainda mais na época do lançamento, mas faz sentido para quem gosta de ser um dos primeiros a testar as novidades tecnológicas e de ter um celular estiloso na mão. O preço oficial do Z Fold8 começa em R$ 12.599, é bastante dinheiro mas bem menos que o iPhone Duo (a partir de R$ 21.999 no Brasil), e já dá para encontrar alguns descontos. O Z Fold8 agora é o irmão do meio, seja no tamanho ou no preço, de uma família que também conta com o Z Flip8, super compacto, e o Z Fold8 Ultra (sucessor natural do Z Fold7), com a maior tela e as melhores câmeras. Quer saber mais sobre eletrônicos, produtos de casa, de beleza e achadinhos do momento? Fique de olho na nossa curadoria de ofertas: no Monitor de Ofertas UOL, no nosso Canal do WhatsApp e nos vídeos do TikTok (@guiadecompras_uol). Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.