INSS passa a exigir biometria e beneficiados devem ficar atentos aos próximos meses
15 Sep, 2026
A biometria obrigatória no INSS passa a integrar a concessão, a manutenção e a renovação de benefícios previdenciários. O cadastro usa impressões digitais e fotografia para confirmar a identidade do cidadão, reduzir registros duplicados e dificultar pagamentos a terceiros. A implantação é gradual e não prevê o bloqueio automático dos benefícios que já estão ativos. Quem já recebe aposentadoria terá o pagamento bloqueado? Não existe previsão de suspensão automática e imediata apenas porque o beneficiário ainda não emitiu a Carteira de Identidade Nacional. O governo informa que a adaptação ocorrerá gradualmente. Quem já possui biometria em uma base oficial pode continuar usando esse registro durante o período de transição. Uma eventual necessidade de regularização deve ser comunicada pelos canais oficiais. Por isso, aposentados, pensionistas e titulares de auxílios precisam acompanhar o aplicativo ou site Meu INSS. Mensagens recebidas por aplicativos de conversa, ligações ou links desconhecidos não devem ser usados para enviar documentos, senhas ou fotografias. Quando a biometria passa a ser exigida? Desde 1o de maio de 2026, os procedimentos relacionados aos benefícios sociais e previdenciários estão condicionados à existência de um cadastro biométrico, respeitadas as etapas de transição. O documento aceito depende da data em que a biometria foi coletada. O calendário oficial estabelece: Cronograma da biometria Quando a biometria da CIN passa a ser exigida? A transição ocorre em etapas. Até 2026, diferentes bases biométricas podem ser aproveitadas; em 2027 começa a restrição; e, em 2028, a CIN passa a ser a referência. 2026 Até 31 de dezembro Diferentes bases ainda são aceitas Podem ser utilizadas as bases biométricas da CIN, CNH, Justiça Eleitoral ou passaporte. 2027 Período de transição Vale a biometria cadastrada anteriormente Biometrias da CNH, título de eleitor ou passaporte continuam aceitas durante 2027 se tiverem sido cadastradas até 31/12/2026. Novo cadastro em 2027? Será necessária a emissão da CIN. 2028 A partir de 1o de janeiro Somente a biometria da CIN A partir dessa data, será aceita apenas a biometria vinculada à Carteira de Identidade Nacional. ! Dispensas continuam previstas As hipóteses de dispensa definidas pelo governo permanecem válidas, desde que sejam devidamente comprovadas. Quais documentos biométricos serão aceitos? A Carteira de Identidade Nacional será a base definitiva do sistema. Até o fim de 2026, porém, também poderão ser aproveitados registros produzidos para outros documentos oficiais. O beneficiário pode verificar se possui biometria vinculada a uma destas bases: Carteira de Identidade Nacional, conhecida como CIN; Carteira Nacional de Habilitação com coleta biométrica; título de eleitor com biometria registrada pela Justiça Eleitoral; passaporte brasileiro com identificação biométrica. Quem pode ser dispensado do cadastro? As normas preveem dispensas temporárias para pessoas com mais de 80 anos, residentes no exterior, migrantes, refugiados e apátridas. Também podem ser dispensados cidadãos impossibilitados de se deslocar por condição de saúde ou deficiência, além dos moradores de localidades consideradas de difícil acesso. A dispensa não é presumida em todos os casos. O interessado ou seu representante deve comprovar que se enquadra em uma das situações reconhecidas pelo governo. Os documentos necessários variam conforme o motivo apresentado, portanto a orientação deve ser consultada no portal Gov.br ou confirmada pelo telefone 135 antes do atendimento. INSS passa a exigir biometria e beneficiados devem ficar atentos aos próximos meses Como emitir a CIN e evitar problemas com o benefício? A emissão da CIN é feita pelos órgãos de identificação dos estados e do Distrito Federal, não nas agências previdenciárias. Em geral, o cidadão precisa agendar o atendimento e apresentar CPF, certidão de nascimento ou certidão de casamento. A primeira via em papel é gratuita, e o procedimento inclui fotografia e coleta das impressões digitais. Quem já possui a nova identidade não precisa refazer a biometria para atender ao calendário. Para os demais, providenciar o documento antes do encerramento da transição reduz o risco de pendências em pedidos, revisões ou renovações. A consulta deve ser feita diretamente no Meu INSS, no Gov.br ou pelo 135, sem pagamento a intermediários e sem entrega de dados pessoais por links recebidos.