Fluminense é cruel com o desespero corintiano
20 Sep, 2026
Fluminense é cruel com o desespero corintiano Resumo A Gaviões da Fiel virou as costas quando o Corinthians entrou em campo, em Itaquera, para enfrentar o favorito Fluminense. Faltou estampar o pedido de desculpas por ter apoiado Augusto Melo, seu vice e atual presidente Osmar Stábile, além da estapafúrdia renovação de contrato de Memphis Depay. O protesto virou apoio assim que o clássico começou. O menino Iago estava na zaga com Gustavo Henrique e os corintianos ralaram no gramado nas três primeiras divididas, dispostos a mostrar mais garra que organização, tanto que, no terceiro minuto, Canobbio desceu em contra-ataque e fez Hugo Souza se virar para evitar o primeiro gol. Clássico entre o quinto colocado no Brasileiro e semifinalista na Libertadores contra o 14o e eliminado do torneio continental. Com seis derrotas seguidas, três em casa, os alvinegros jogavam a morrer e os tricolores para chegar até ao terceiro lugar a depender do resultado entre Athletico e Bahia, hoje às 19h30. Aos 16, outra defesa de Hugo, em arremate de Serna, desviado em Matheuzinho. O alvinegro jogava mais para atraz que para frente, o que lhe dava falsa vantagem na posse de bola. O Fluminense era vertical, incisivo, desarmava e atacava. Aos 20 Memphis recebeu cartão amarelo por dar carrinho por trás em Martinelli, convocado para a Seleção Brasileira, ao contrário dele, fora da holandesa. Aos 23, gol de Hulk, anulado pelo bandeirinha por impedimento, mas que dava a demonstração clara de quem estava melhor em campo. No Brasil até a checagem do VAR semi-automático demora e foram mais de dois minutos para validar o gol em passe primoroso de Acosta: 1 a 0. Aos 28, Serna perdeu o 2 a 0 de maneira inacreditável, ao dar a cavadinha para fora. O Corinthians perdia pela sexta seguida no Brasileirão, a quarta em casa, a sétima incluída a derrota para o Estudiantes, a quinta em Itaquera. Quer cair? Só não cai a direção. A tarde na zona leste paulistana era cinzenta, chuvosa, fria e o Fluminense cruel, impiedoso, dominante, maltratava pacientemente os donos da casa. Que recorriam às faltas, principalmente sobre Canobbio, que saiu mancando para o intervalo, vítima de quatro das oito infrações cometidas até os 43 minutos de jogo. Aos 45, Hugo fez milagre para impedir o segundo gol de Hulk, em contra-ataque de lance reclamado pelos corintianos, dentro da área carioca, em Kaio César. De fato, não houve o pênalti. Chegou o intervalo para Marcão reforçar a seu time que bastava manter o ritmo para vencer sem sofrer. Fernando Diniz teria de ser capaz de transformar água em vinho, mas o domingo parecia destinado, mais uma vez, a ter sabor de vinagre para os corintianos. Iago não é água é Gui Negão não é vinho, mas foi tudo que Diniz pôde fazer para a etapa final. Ranieli foi para a zaga e Memphis para o meio de campo. No primeiro lance em que Gui Negão e Thiago Silva se encontraram deu pena do garoto. Também, pudera: um tem 42 anos, outro 19, pai e filho. O zagueiro tem de carreira mais tempo que o atacante tem de idade: 24 a 19. O Corinthians foi todo ao ataque e amontoou escanteios. Gustavo Henrique perdeu o empate de maneira inacreditável, aos 7. Fábio fez milagre aos 10, em cabeceio de Gui Negão. E na cobrança do escanteio, VINHO! Quer dizer, GOL! O goleador Gustavo Henrique empatou ao pegar rebote de Fábio em puxeta de Memphis. Sétimo gol dele em 2026, menos apenas que os de Yuri Alberto. Imediatamente Paulo Henrique Ganso e Júlio Fidelis entraram nos lugares de Acosta e Samuel Xavier. Sim, o Corinthians mudou da água para o vinho. Poderia não virar, até perder, mas a atitude era completamente outra. E a Fiel se esgoelava em Itaquera. Aos 19, passe sensacional de Memphis de calcanhar resultou em falta que ele mesmo cobrou para grande defesa de Fábio. Os cariocas não mataram o clássico no primeiro tempo, como puderam, e sofriam para não levar a virada. Estavam acuados. Os corintianos comiam a grama, agora de maneira organizada, fundamentalmente porque Memphis é capaz de fazer no meio o que não faz de centroavante. Eureka, Diniz! Os tricolores tinha, dificuldade em passar do meio de campo e Hugo era espectador privilegiado no segundo tempo. Mas futebol ê futebol e, aos 30, Martinelli roubou de Garro, deu para Ganso que lançou Hulk, ele bateu, a bola desviou em Gustavo Hnerique e Hugo foi traído: 2 a 1 injusto pelo segundo tempo, mas não pelo primeiro. Hércules e Riquelme nos lugares de Canobbio e Nonato. Lingard e Pedro Raul nos de André, esfalfado, e Memphis. O tricolor ameaçava em contra-ataques seguidos e Rodrigo Castillo substituiu, aos 41, Hulk, o algoz do Corinthians. Gui Negão errou voleio na cara do gol e mandou o empate nas nuvens, diante de 38 mil torcedores, que ainda viram Matheus Pereira substituir Bidon. Aos 44, outra vez Serna viu Hugo evitar gol dele. Sete minutos de acréscimos prenunciavam mais o 3 a 1 que o 2 a 2. E não deu outra: Serna fez o terceiro gol em contra-ataque com passe de Martinelli, depois de outro vacilo de Garro. Resumo: desta vez o corintiano não pode reclamar de falta de atitude, no segundo tempo, ao menos; o Fluminense é muito melhor que o Corinthians. O Corinthians volta a fazer contas para não cair. O Flu para garantir vaga na Libertadores de 2027, independentemente do que conseguir na de 26. Itaquera apurou alto enquanto os tricolores comemoravam. Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.