Tecnologia: IA ajuda a planejar viagens, mas exige checagem humana
21 Sep, 2026
Tecnologia: IA ajuda a planejar viagens, mas exige checagem humana Ferramentas de inteligência artificial podem criar roteiros e organizar gastos, mas informações sobre preços e reservas devem ser checadas A inteligência artificial já pode ser uma aliada no planejamento de viagens de fim de ano. Ferramentas generativas conseguem montar roteiros personalizados, comparar alternativas, organizar informações e estimar gastos de acordo com o perfil e o orçamento do viajante. O uso da tecnologia ganha espaço em um cenário de crescimento do turismo brasileiro. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), as atividades turísticas avançaram 4,6% em 2025, atingindo o maior nível da série histórica. Na prática, o viajante pode informar à IA a duração da viagem, orçamento, período, interesses, perfil do grupo e preferências de transporte para receber sugestões de roteiro. A ferramenta também pode ajudar a organizar atrações por proximidade, preparar listas de documentos e bagagem e indicar opções de restaurantes e passeios. Para Alessandro Silveira, diretor de transformação e experiência do cliente da Biosfera Copastur, a tecnologia funciona melhor como uma espécie de copiloto do que como uma agência de viagens completa. "Hoje, a IA consegue entender muito melhor o contexto de uma viagem. Se o viajante informa orçamento, duração, interesses, perfil e até o ritmo que prefere para os passeios, a ferramenta transforma esses dados em um roteiro bastante personalizado", afirma. Alerta O executivo, porém, alerta para a necessidade de conferir as informações antes de tomar decisões. Preços e disponibilidade de passagens e hotéis, horários de atrações, regras de entrada, exigências de documentação e condições climáticas podem mudar rapidamente. Por isso, a recomendação é usar a IA como ponto de partida e fornecer o máximo de contexto possível. Também é possível pedir à ferramenta que indique quais informações precisam ser confirmadas antes de uma compra ou reserva. A tecnologia pode ainda ajudar a identificar alternativas para diferentes perfis de viagem, como opções econômicas, roteiros gastronômicos ou programas para famílias com crianças. Quanto mais informações o usuário fornece, mais específicas tendem a ser as sugestões. Apenas recomendar, não operar De acordo com Silveira, a principal limitação está na diferença entre recomendar e efetivamente operar uma viagem. Alterações de voo, greves, problemas climáticos e questões de segurança exigem dados atualizados e capacidade de ação. Nesse cenário, a expectativa da Biosfera Copastur é que a IA assuma tarefas repetitivas e permita que profissionais se concentrem em decisões, exceções e na personalização da experiência. A empresa afirma ter destinado mais de R$ 100 milhões a soluções e tecnologia desde 2024. "A IA ajuda muito nesse processo, mas a experiência e o olhar humano continuam importantes justamente nos momentos em que a viagem sai do roteiro planejado", diz Silveira. LEIA MAIS: