São Paulo perde força no programa de sócio torcedor e vê rivais dispararem
23 Oct, 2026
São Paulo perde força no programa de sócio torcedor e vê rivais dispararem Resumo O São Paulo foi o primeiro clube brasileiro a criar um programa de sócio torcedor, em 1999, e chegou a liderar o país por anos nesse segmento. Mais de duas décadas depois, o cenário é bem diferente: em 2026, o clube chegou a apenas 25 mil sócios torcedores com contratos ativos, seu pior número desde 2021. O UOL apurou que os 25 mil associados correspondem aos contratos ativos de torcedores que estão em dia com os pagamentos. Ao incluir dependentes, convidados pagos dentro dos planos e sócios inadimplentes dentro do prazo de três meses antes do cancelamento, o São Paulo indica em seu site um total de 45 mil sócios. A informação foi primeiramente divulgada pelo Anotações Tricolores. O UOL confirmou. Pior número entre os grandes paulistas A distância para os rivais paulistas ajuda a dimensionar a perda de protagonismo do São Paulo. O Palmeiras conta com cerca de 165 mil contratos ativos, enquanto o Corinthians possui aproximadamente 150 mil sócios adimplentes. O Santos, por sua vez, indica ter 49 mil sócios torcedores. Considerando a mesma base de contratos ativos e adimplentes, o São Paulo reúne pouco mais de 15% do total do Palmeiras e cerca de um sexto do número registrado pelo Corinthians. Até o Santos, clube do litoral paulista, supera a marca são-paulina. Em proporção ao tamanho da torcida, a terceira maior do Brasil, o São Paulo é o pior colocado da Série A do Campeonato Brasileiro, ficando até mesmo fora do top 10 no ranking geral. Reformulação é consenso entre grupos Apesar das indefinições eleitorais no São Paulo, representantes de grupos de situação e oposição ouvidos pelo UOL concordam que o programa precisa passar por uma transformação significativa. A partir da próxima temporada, a Ticketmaster será responsável pela gestão do programa de sócio torcedor do São Paulo, além de assumir a operação de venda de ingressos. O contrato é válido por cinco temporadas. A avaliação compartilhada é de que o modelo atual é pouco benéfico ao torcedor que vive fora do estado de São Paulo, e que precisa voltar a funcionar como uma fonte constante de receita para o clube. Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.