Frases da Semana: “Eu tô espirrando!”

admin
24 Oct, 2026
“Eu me considero de direita. Isso aí que a gente vê, esse extremismo. Isso aí não é direita, isso se chama vigarice” — General Santos Cruz, ex-ministro de Jair Bolsonaro, virando a casaca em entrevista a Wagner Moura. Até aí, Che Guevara também se jurava um humanista pacífico. “No Piauí, a extrema direita não se cria” — Rafael Fonteles (PT-PI), governador do Piauí, garantindo a vitória de Lula no estado no segundo turno. Nem a extrema direita, nem o emprego ou o saneamento básico, consequentemente. “Google, procure, sobre o vice do Flávio” — Leandra Leal, atriz militante, estimulando eleitores a pesquisarem sobre o deputado Alfredo Gaspar (PL). Google, como se usa a vírgula? “Portar arma é um poder tão grande que somente agentes estatais treinados e capacitados devem exercer o monopólio de seu uso” — Flávio Dino (STF-MA), ministro do Supremo, defendendo a restrição ao porte de armas para civis. Espero que esses tais agentes treinados e capacitados não sejam aqueles que patrulham os morros que o ministro costumava frequentar sem escolta. Debate e Apanha “Nas suas e nas da Janja” — Flávio Bolsonaro, respondendo a Lula, durante o debate, sobre nas costas de quem vai cair o “tesouraço”. Segundo a OCDE (Organização dos Cortes nas Despesas da Esbanja), somente os gastos no cartão corporativo já equivaleriam ao PIB de San Marino. “Você está vendo este auditório aqui lotado? Sabe quantas pessoas aqui já foram condenadas por corrupção e lavagem de dinheiro? Só você” — Flávio Bolsonaro, lembrando o passado recente de Lula durante o debate. Ser o único condenado por lavagem de dinheiro num salão lotado de políticos tão experientes é realmente um feito digno de nota. “É melhor você ficar longe mesmo, para minha carteira não ser roubada” — Flávio Bolsonaro, pedindo distância a Lula durante o debate. O Ministério da Segurança Pública adverte: não existe distância segura recomendável entre Lula e a sua carteira. A Semana do Pai do Lulinha “O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desconhece inteiramente os fatos relatados pela senhora Roberta Luchsinger” — nota do gabinete de Lula, após revelações feitas pela lobista amiga de Lulinha. Ou, como diria o filósofo: “tudo o que sei é que eu nunca sei de nada”. “Se prepare, porque você vai perder a imunidade e você vai ter problema. A sua vida tem muito inquérito que agora vai andar” — Lula, ameaçando perseguir Flávio Bolsonaro caso consiga a reeleição. Cuidado, que o painho manda prender e manda soltar. Às vezes, até ele próprio. “Não é porque um cidadão cometeu saiu e cometeu um erro, que você vai punir milhares de pessoas que conquistaram o direito de sair diante da Justiça Brasileira” — Lula, defendendo a “saidinha”, após Flávio Bolsonaro citar casos de assassinatos cometidos nessas ocasiões. Infelizmente, toda essa bondade não pode ser estendida às vítimas desses “erros”, já que ainda não inventaram alvará para dar uma saidinha do cemitério no Dia das Mães. “Eu quero que votem é 100%” — Lula, após Flávio Bolsonaro questionar por que 73% dos presidiários votaram no petista no primeiro turno. O Lula só não obteve ainda os 100% porque toda unanimidade é burra. “Quem?” — Lula, demonstrando confusão após ser perguntado se não conhecia o próprio filho, Lulinha. Com essas quebras de sigilo muito suspeitas que o Lula anda sugerindo, não surpreenderia ninguém se amanhã ele revelasse que o Lulinha, na verdade, é filho do Bolsonaro... “E neste quarto mandato, a gente vai dizer: ‘O Brasil acabou’” — Lula, cometendo uma suposta gafe durante as considerações finais do debate. Para quem achava que o Lula não tinha um projeto de governo, está aí finalmente uma promessa de campanha que ninguém vai poder chamar de fake news. “Para que os índios se transformem em cidadões [sic] de primeira categoria” — Lula, sobre a criação da Universidade Indígena. Nem os bandeirantes foram tão cruéis com os nossos silvícolas a ponto de obrigá-los a frequentar uma universidade federal. “Ele é um mentiroso contumaz, é o ‘malandro carioca’” — Lula, apelando para a xenofobia em ataque contra Flávio Bolsonaro durante o debate. Todo estereótipo tem um fundo de verdade. Um exemplo é o carioca “malandro”; outro é o eleitor de político corrupto “otário”. “Se ele estiver zombando de mim, eu quero direito de resposta” — Lula, reclamando durante o debate após Flávio Bolsonaro gesticular para as câmeras. Flávio, respeite o Painho! Lembre que ele já estava puxando cana (em todos os sentidos da palavra) enquanto você ainda nem tinha saído das fraldas! “Colega, pega esse dedo, enfia no coração! Aqui é só amor” — Janja Lula da Silva, dirigindo ofensa chula a um cidadão que gesticulava contra Lula. Olha, entre as inúmeras ofensas anatômicas, cardíacas e proctológicas que Janja costuma proferir, essa aí até que não foi das piores... “Um estadista debatendo com um maloqueiro” — Elias Jabbour (PCdoB-RJ), deputado federal eleito, sobre o debate da Band. Calma, não vá chamando o Flávio de estadista. Deixe ele ganhar a eleição primeiro... “Eu tô espirrando!” — Janja Lula da Silva, inventando uma justificativa furada após levar uma bronca por falar durante o debate. Não, Janja: a julgar pelo som estridente e desagradável, você estava falando. Um espirro seria mais discreto e elegante. “Confesso que eu me senti muito incomodado de participar de um debate com um miliciano” — Lula, em vídeo após o debate com Flávio Bolsonaro. Compreensível: esse negócio de debater com facções rivais não costuma acabar bem. “No caso da mulher, o dia em que ela fica em casa o dia em que ela mais trabalha, porque ela tem que limpar a casa da semana inteira” — Lula, sobre o impacto do fim da escala 6x1 nas tarefas domésticas. E, se não limpar a casa, já sabe o que acontece quando o marido chegar, né... “A saidinha é uma questão de direito de as pessoas viverem em família” — Lula, defendendo novamente a saidinha durante entrevista. Falando nisso, e essa “saidinha” do Lula, termina quando? “Pessoal, urgente! Boas notícias do General Janones!” — Alexandre Padilha, ministro da Saúde, fazendo o papel de garoto de recados para convocar a militância. E você achando que ser sancionado por promover trabalho escravo seria a maior humilhação da vida do Padilha. “Estou abrindo mão do meu sigilo bancário, da minha família e dos meus cinco filhos, exigindo que o Flávio Bolsonaro faça o mesmo” — Lula, ao oferecer quebra de sigilo seletiva ao TSE. Se abrir o sigilo deu certo pro Al Capone e pro Pablo Escobar, não custa tentar, né, Lula? Minha Pilantra Favorita “Vou fazer uma delação premiada! Não serei eu o boi de piranha!” — Roberta Luchsinger, lobista amiga de Lulinha, ameaçando contar tudo sobre os podres do governo. Prometeu picanha, entregou boi de piranha. “Eu não sou sócia do Lulinha, eu sou sócia do Lula” — Roberta Luchsinger, sobre o papel de Lula em suas negociatas. Se é sócia do Lula, é dependente nossa. Só falta sobrar pra gente pagar pensão luloafetiva. “Ele mente em coisa pequena, ele mente em coisa grande, ele mente o tempo inteiro” — Roberta Luchsinger, dissertando sobre o caráter de Lula em entrevista. É o Pelé da mentira. “Se acontecer alguma coisa comigo ou com as minhas filhas vai ter a digital do presidente da República” — Roberta Luchsinger, sobre o medo de represálias a mando de Lula. Como diz o lema das feministas da Vila Madalena: “Mexeu com uma, mexeu com todas! Mexeu com o Lula, é cada uma por si...” “Eu acho que um presidente da República que não sabe o que está acontecendo na antessala dele, ou ele é um mentiroso ou ele está esclerosado” — Roberta Luchsinger, sobre Lula negar conhecê-la. Esclerose nada: são 80 anos de experiência em não saber de nada. MasterChefe-de-Redação “Eles já entenderam que o teu apoio vem do presidente, então eles querem tirar o teu apoio” — Walfrido Warde, advogado de Daniel Vorcaro, discutindo com seu cliente um suposto complô da Globo para afastá-lo de Lula. Aguardamos nota oficial de Lula afirmando categoricamente não saber quem é esse tal de “presidente”. “Reinaldo entrar tomando partido seria ótimo” — Daniel Vorcaro, combinando com Walfrido Warde, seu advogado e sócio de Reinaldo Azevedo. Entre as inúmeras coisas que seria ótimo o Reinaldo entrar tomando, “partido” certamente não é uma das mais apropriadas. “Na traaaveeeee” — Daniel Vorcaro, em mensagem após receber a notícia de que Lula estava saindo de cirurgia. Abre-se uma nova linha de investigação: o Peleleco queria o Picolé de Chuchu na presidência? “Eu nunca assinei nenhum contrato com o Banco Master, com qualquer empresa ligada ao Banco Master ou a Daniel Vorcaro, com qualquer agência representando o Banco Master, Daniel Vorcaro, ou qualquer empresa ligada a ele” — Gabriela Prioli, blogueira de esquerda, em nota após a divulgação de mensagens que revelam um contrato com o Banco Master. Então o contrato certamente foi redigido por Vivi Barci de Moraes, a jurista de maior renome na área de contratos que não existem.