Ataque armado na Jordânia deixa mortos e feridos
24 Oct, 2026
Subiu para oito o número de mortos no ataque a tiros ocorrido na última sexta-feira (23) em uma igreja no sul da Jordânia. A atualização foi divulgada neste sábado (24) pelo ministro da Saúde do país, Ibrahim Al Bdour, após a morte de um dos feridos hospitalizados. LEIA MAIS: Grécia aprova proibição de redes sociais para menores de 15 anos "O número de vítimas fatais no ataque contra a igreja da aldeia de Hammud, na província de Karak, aumentou para oito após a morte de um dos feridos que estava em estado crítico", afirmou o responsável. Ele também detalhou que 26 pessoas continuavam hospitalizadas, uma delas em estado grave. Na sexta-feira, as autoridades haviam registrado sete mortos e 34 feridos. Segundo a Direção de Segurança Pública do país, os agressores invadiram uma igreja greco-ortodoxa e abriram fogo contra um cortejo fúnebre do qual participavam entre 150 e 200 pessoas. O ministro do Interior, Mazen Al Faraya, afirmou que este ataque incomum contra a comunidade cristã desse reino de maioria muçulmana sunita foi perpetrado por "um grupo de extremistas". "Os serviços de segurança estão mobilizados sem descanso para localizar os autores", disse. Rei da Jordânia, Abdullah II visitou os feridos internados no hospital e assegurou, em uma mensagem no X, que "o atentado terrorista contra Karak receberá a resposta mais dura". Já primeiro-ministro do país, Jafar Hassan, decretou três dias de luto nacional a partir de sexta, com bandeiras a meio-mastro nas instituições governamentais e públicas. 'Apresentamos nossas condolências pelas almas dos mártires que ascenderam em Al-Karak, aqueles que estão entre os melhores filhos desta nação, e nossas orações pela rápida recuperação dos feridos. As mãos pecadoras, criminosas e equivocadas que hoje tiraram a vida de nossos nobres filhos — que Deus tenha misericórdia deles — não escaparão da punição', escreveu em seu perfil oficial no X (antigo Twitter). Jafar afirmou também que o Abdullah II ordenou que todas as agências do país trabalhem e mobilizem todos os recursos para levar os criminosos à justiça. O chefe do governo jordaniano descreveu que o ataque foi resultado de um pensamento terrorista extremista. "Este é o resultado do pensamento terrorista extremista e do fanatismo cego, e não permitiremos que a sociedade siga este caminho." Por fim, o primeiro-ministro determinou que as lideranças tomarão as medidas legais mais rigorosas. "Tomaremos as medidas legais mais rigorosas contra todos aqueles que praticam a sedição e contra todos aqueles que tentam encontrar uma porta de entrada para o extremismo em nossa sociedade, e isso é algo essencial e necessário", finalizou. * Com informações da AFP * Reportagem do estagiário Rodrigo Maciel, sob supervisão de Isabelle Rosa.